GRNEWS TV: A origem de Pará de Minas ainda guarda mistérios históricos

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Alaércio Delfino, historiador e diretor do Museu, disse que a formação de Pará de Minas está ligada ao processo de ocupação do território mineiro e à antiga Vila de Pitangui, criada em 1715. Segundo Alaércio, as pesquisas sobre as origens do município mostram que parte dessa trajetória permanece baseada em relatos orais, enquanto outros episódios são sustentados por documentos históricos.

Um dos personagens mais conhecidos dessa narrativa é Manuel Gomes Batista, o Patafufo. Apesar de pesquisas realizadas durante anos, inclusive em Portugal e em diferentes cidades mineiras, não foi encontrado documento que comprove sua presença em Pará de Minas. Alaércio ressalta, porém, que isso não significa que ele não tenha existido. A história oral mantém a tradição sobre sua passagem pelo território.

Do Patafufo a Pará de Minas
A região onde hoje está o município teria se desenvolvido a partir de uma antiga propriedade associada a Manuel Gomes Batista. O local ficou relacionado ao nome Patafufo, cuja origem não é totalmente conhecida. Há registros de variações como Patafúfio, enquanto uma das explicações relaciona o termo ao apelido Pato Fofo atribuído ao personagem pela tradição oral.

Com o passar do tempo, o povoado recebeu diferentes denominações, até chegar a Vila do Pará e posteriormente Cidade do Pará. O nome Pará estaria relacionado ao rio Pará, para onde deságua o ribeirão Paciência.

Emancipação teve diferentes etapas
A história administrativa também passou por mudanças. O município foi emancipado de Pitangui em 1848, mas perdeu essa condição por não cumprir determinadas exigências relacionadas à estrutura administrativa. Em 1859, a emancipação foi retomada e, na década de 1870, houve novamente alteração nesse status.

A mudança definitiva do nome para Pará de Minas ocorreu posteriormente, em um contexto relacionado à época de Torquato de Almeida e à chegada da ferrovia, em 1912.

Para Alaércio, a pesquisa histórica não é definitiva. Novos documentos podem surgir e modificar interpretações. Por isso, a história oral continua sendo preservada enquanto novas evidências são buscadas.

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