Custos com exames, GTA e vacinação inviabilizam realização de cavalgadas na região de Pará de Minas

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A região de Pará de Minas sempre foi conhecida pela quantidade e qualidade das festas agropecuárias. No Parque de Exposições Francisco Olivé Diniz eram famosas a Festa do Frango e do Suíno, Expô Pará e Cavalgada. Em outros pontos da cidade, festas nesse estilo também faziam sucesso como encontro de cavaleiros e amazonas em igrejas e festas de barraquinha que sempre tinha uma cavalgada no domingo.

Mas aos poucos essa tradição foi se perdendo. Alguns participantes exageravam na quantidade de bebida e maltratavam os animais, o que fazia com que até famílias deixassem de prestigiar o evento por não querer presenciar estes atos criminosos e a bagunça também desanimou muita gente por causa da desorganização. Quem entende do assunto e vivia participando destas festas ainda credita ao governo a não realização dos eventos. É que com o tempo passaram a ser exigidos documentos e exames dos animais e isso encareceu para o proprietário.

Além de pagar a Guia de Trânsito Animal (GTA), apresentar um laudo com todos os documentos e exames e vacinação em dia assinado por um veterinário, ele ainda pagava o caminhão que transportava o animal.

O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) é o responsável por fiscalizar eventos agropecuários e fica a cargo de analisar todos os documentos do animal.

O chefe do escritório do IMA de Pará de Minas Lucas Silva Jardim explica que em eventos fechados, como uma cavalgada no Parque de Exposições, o proprietário deve apresentar todos os dados do animal. É uma forma de garantir que aquele cavalo não tem uma doença contagiosa que possa adoecer outros animais. Para eventos desse tipo a empresa promotora deve ser registrada no IMA:


Lucas Silva Jardim
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Um exemplo citado pelo chefe do escritório do IMA é quanto ao mormo. O animal deve fazer o exame para a doença para conseguir tirar a GTA. Lucas Silva Jardim acredita ainda que se o promotor do evento e o proprietário do animal se programar com antecedência é possível fazer grandes festas:

Lucas Silva Jardim
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Lucas Silva Jardim ainda explica que eventos deste tipo devem ser programados com antecedência. Os participantes podem, por exemplo, fazer um fundo para cobrir estes gastos na época da cavalgada, pois o maior entrave tem sido a questão financeira:

Lucas Silva Jardim
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O promotor do evento que não seguir as normas do IMA sofre algumas sanções interdição da festa. Já o médico veterinário pode até mesmo ser suspenso e o proprietário do animal ter que voltar pra casa:

Lucas Silva Jardim
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Estas normas estão na Portaria nº1.217 de maio de 2012 que dispõe sobre o registro de entidades promotoras, baixa normas para realização e controle sanitário de animais em eventos pecuários.

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