GRNEWS TV: Atestados e afastamentos acendem alerta no mercado de trabalho e setor público
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Wasley Novaes, enfermeiro e responsável Técnico pela Vigilância em Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (VISATT), Dayane Silva Ferreira, coordenadora da Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (CISTT) e Fabiana Sena Santana, técnica em Segurança do Trabalho, disseram que o aumento no número de atestados médicos e afastamentos do trabalho tem gerado discussões entre gestores públicos, empresários e especialistas em saúde ocupacional.
Atestados em alta geram preocupação entre empresas e gestores
O aumento do número de atestados médicos e afastamentos tem provocado reflexões entre gestores públicos, empresários e especialistas em saúde ocupacional. O tema ganhou destaque durante debate sobre os desafios enfrentados por empregadores e trabalhadores em um cenário marcado pela escassez de mão de obra e pelo crescimento dos problemas relacionados à saúde física e mental.
Dados revelam cenário que exige atenção
Levantamentos apresentados durante a discussão mostram números expressivos. Somente em 2025, a Prefeitura de Pará de Minas registrou 8.289 atestados envolvendo 2.397 servidores.
Entre os principais motivos dos afastamentos aparecem a ansiedade, responsável por 1.426 dias sem trabalho, os transtornos depressivos, com 1.057 dias, e a dorsalgia, conhecida popularmente como dor nas costas, que gerou 928 dias de licença.
Os números reforçam a importância de discutir tanto a prevenção de doenças quanto a utilização responsável dos mecanismos de afastamento previstos na legislação.
Saúde do trabalhador precisa ser prioridade
Especialistas destacam que trabalhadores realmente adoecidos devem receber atendimento adequado e ter garantido o direito ao repouso necessário para recuperação.
Por outro lado, o debate também envolve situações em que surgem dúvidas sobre a real necessidade de determinados afastamentos. Empresas relatam dificuldades para avaliar casos em que funcionários apresentam atestados logo após faltas, atrasos ou em períodos próximos a feriados e fins de semana.
A situação gera desafios para gestores, que precisam cumprir a legislação sem comprometer a organização das equipes.
Impacto financeiro vai além das empresas
Os afastamentos produzem reflexos não apenas dentro das organizações. O sistema previdenciário também absorve parte significativa dos custos relacionados às licenças médicas e aos acidentes de trabalho.
Dados apresentados durante o debate apontam que, ao longo de uma década, os dias de afastamento acumulados por diferentes causas chegam à casa dos milhões, demonstrando o tamanho do impacto econômico e social do problema.
Além disso, acidentes de trajeto, ocorrências dentro das empresas e doenças ocupacionais continuam entre os fatores que contribuem para o crescimento dos afastamentos.
Escassez de mão de obra amplia dificuldades
Outro ponto destacado foi a dificuldade crescente para contratar e manter trabalhadores. Muitas empresas relatam alta rotatividade e desafios para substituir profissionais afastados.
Quando um colaborador deixa temporariamente suas funções, colegas precisam assumir novas responsabilidades, o que pode gerar sobrecarga e reduzir a produtividade.
Equilíbrio é caminho para reduzir problemas
Especialistas defendem que a solução passa pela valorização da saúde física e mental, pela conscientização dos trabalhadores e pela adoção de ambientes mais seguros e saudáveis.
O objetivo é garantir que os afastamentos ocorram quando realmente necessários, protegendo quem está doente sem comprometer a confiança, a produtividade e o funcionamento das instituições públicas e privadas.
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