STF promove evento para reafirmar a força das instituições três anos após atos golpistas
A capital federal volta seus olhos para o passado recente com o objetivo de proteger o futuro das instituições brasileiras. Na próxima quinta-feira, 8 de janeiro de 2026, o Supremo Tribunal Federal (STF) realiza uma programação especial intitulada “Democracia Inabalada: 8 de janeiro – Um dia para não esquecer”. O evento marca o terceiro aniversário da invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, episódio em que milhares de manifestantes contrários ao resultado eleitoral de 2022 buscaram, por meio da violência e do vandalismo, a derrubada do governo democraticamente eleito.
As atividades buscam manter viva a memória sobre a gravidade dos ataques e celebrar o esforço coletivo para a restauração física e institucional da Suprema Corte.
Exposições e documentário registram a reconstrução
O cronograma tem início no começo da tarde com a inauguração da mostra “8 de janeiro: Mãos da Reconstrução”, localizada no Espaço do Servidor. A exposição destaca o trabalho de recuperação do patrimônio histórico e artístico do Tribunal, que sofreu danos severos durante a invasão.
Logo após a abertura, o Museu do STF recebe a exibição do documentário “Democracia Inabalada: Mãos da Reconstrução”. A obra audiovisual narra os bastidores da resistência das instituições e os processos técnicos e simbólicos de reerguimento do prédio-sede da Corte.
Diálogo com a imprensa e debates sobre a história
A tarde de reflexões prossegue com uma roda de conversa entre jornalistas que cobriram os eventos de 2023, trazendo relatos sobre o papel da informação no enfrentamento ao golpismo. O encerramento será marcado pela mesa-redonda “Um dia para não esquecer”, no Salão Nobre do Supremo, onde juristas e autoridades discutirão as lições deixadas pelos atos e a importância da vigilância democrática.
A postura do STF reforça o posicionamento do ministro Edson Fachin, que, em homenagens anteriores, classificou os ataques como a manifestação pública de um movimento clandestino que tramava a ruptura da ordem constitucional. Fachin enfatizou que recordar a data é fundamental para não permitir que páginas sombrias da história sejam apagadas.
Do acampamento à condenação: a linha do tempo do 8 de janeiro
Os ataques em Brasília foram o ápice de uma série de ações antidemocráticas iniciadas logo após o segundo turno das eleições de 2022. O movimento incluiu o bloqueio de rodovias federais e o estabelecimento de acampamentos em perímetros militares, onde se pedia intervenção das Forças Armadas. Episódios graves, como a tentativa de explosão de uma bomba no Aeroporto de Brasília e o ataque a uma delegacia da Polícia Federal, antecederam a invasão do 8 de janeiro.
Investigações posteriores conduzidas pela Suprema Corte resultaram na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de aliados próximos. A Justiça concluiu que houve uma conspiração articulada para reverter o resultado das urnas, com tentativas de aliciamento de comandantes militares para sustentar um golpe de Estado e garantir a permanência de Bolsonaro no poder após a derrota eleitoral. Com informações da Agência Brasil


