Monitoramento indica que o Rio Paraopeba poderá ser recuperado nos próximos anos, diz gerente da Vale

GRNEWS nas Redes Sociais Facebook Twitter YouTubeWhatsApp WhatsApp

Em 25 de janeiro de 2019 aconteceu em Minas Gerais uma das maiores tragédias ambientais que se tem notícia. A barragem da mina do Córrego do Feijão, no município de Brumadinho, se rompeu e centenas de pessoas morreram e  muitas outras perderam suas casas e também meio de subsistência.

A mineradora Vale, proprietária da barragem, foi responsabilizada pelo ocorrido junto a pessoas de empresas terceirizadas. Desde então a empresa vem anunciando medidas de reparação aos danos causados.

Entre os danos ambientais causados, está a poluição do Rio Paraopeba. Nesta questão Pará de Minas foi atingida diretamente já que a água que abastecia o município era captada no rio, na região da comunidade de Córrego do Barro. Desde então a Águas de Pará de Minas tem realizado o serviço com ajuda dos mananciais, reservatórios. e poços viabilizados pela mineradora.

Logo após a contaminação, Pará de Minas iniciou conversas com representantes da Vale e com apoio do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), através da Comarca da cidade, conseguiu que a mineradora ressarcisse o Município ao menos em partes. Neste mês a Vale terá que entregar a nova adutora para captação de água no Rio Pará, que não foi afetado pelo rompimento.

Um ano e meio depois do rompimento da barragem, o Rio Paraopeba continua poluído e está proibida utilização da água por ter ainda níveis tóxicos devido a contaminação. Diante disso a Vale implantou um monitoramento da qualidade desta água. Assim, a expectativa é que os técnicos entendam os impactos e determinem estratégias de recuperação.

Além do Paraopeba, dez afluentes também são monitoradas como o São Francisco e os reservatórios das usinas de Retiro Baixo e Três Marias. Até agora, segundo a Vale, foram cerca de 6,5 milhões de análises de água, solo e sedimentos realizados em aproximadamente 45 mil amostras para análise de diversos parâmetros, como a presença de metais na água, pH e turbidez.

O estudo aponta que alguns metais já estão reduzindo progressivamente como disse ao Portal GRNEWS o gerente de Meio Físico da Vale, Vitor Pimenta:

Vitor Pimenta
vitorpimentamonitoraparaope1

Estão sendo monitorados 465 km de extensão do Rio Paraopeba, desde o Município de Brumadinho até a usina de Três Marias . De acordo com a Vale os resultados obtidos até agora indicam que o rio poderá ser recuperado.

Portal GRNEWS © Todos os direitos reservados.

PUBLICIDADE
Don`t copy text!