Fim da contribuição sindical obrigatória pode fechar muitos sindicatos deixar trabalhadores sem representação

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A avaliação é de líderes sindicais de Pará de Minas com base em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que por 6 votos a favor e 3 contra o plenário decidiu que o fim do desconto obrigatório da contribuição sindical no salário dos trabalhadores é constitucional. Esta foi mais uma batalha da reforma trabalhista realizada pelo governo do presidente Michel Temer (MDB-SP).

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A regra estava sendo questionada em ao menos 16 ações já ajuizadas no STF contra as mais de 100 mudanças nas Consolidações das Leis do Trabalho (CLT). Entidades discordavam da mudança.

O fim da contribuição extinguiu repentinamente uma importante fonte de receitas da grande maioria dos sindicatos. Em Pará de Minas o reflexo da decisão do STF já está sendo sentido.

Em funcionamento desde o ano de 1938, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Fiação e Tecelagem nunca tinha passado por uma crise financeira tão severa.

De acordo com Neuler Ribeiro, presidente da entidade, a aprovação do fim da contribuição sindical por parte do Poder Judiciário foi o tiro de misericórdia. Também acrescenta que as homologações dos contratos de trabalho deveriam ser feitas pelo Ministério do Trabalho e Emprego:


Neuler Ribeiro
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O sindicalista já dispensou os serviços de um médico que prestava serviço aos trabalhadores associados há muitos anos. Outra medida é mudar para outro imóvel de aluguel com um preço acessível e colocar a sede a disposição para aluguel para aumentar a renda do sindicato dos têxteis:

Neuler Ribeiro
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Para Joaquim Luiz de Freitas, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e do Mobiliário de Pará de Minas, a decisão foi tomada de forma arbitrária e beneficiou apenas os patrões:


Joaquim Luiz de Freitas
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Ele também acredita que a grande maioria dos sindicatos será fechada em todo o Brasil. O movimento contrário ao sindicalismo continua entre os empregadores e muitos funcionários não se associam:

Joaquim Luiz de Freitas
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A contribuição sindical era obrigatória e vinha descontada na folha de pagamento dos funcionários das empresas para ser repassada às entidades de classe. Os valores eram referentes a um dia de trabalho.

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