Varejo brasileiro no azul impulsionado por dólar baixo e setor farmacêutico

O comércio varejista do Brasil concluiu o ano de 2025 com um saldo positivo, consolidando uma trajetória de estabilidade. De acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor registrou uma elevação de 1,6% no volume de vendas ao longo do ano. Embora o índice represente um avanço, a intensidade do crescimento foi mais moderada se comparada ao desempenho vigoroso de 2024, quando o setor havia saltado 4,1%.

O resultado de 2025 coloca o varejo em um patamar de expansão similar aos anos anteriores à grande alta de 2024, assemelhando-se aos índices de 2023 (1,7%) e 2021 (1,4%). No encerramento do ano, entretanto, houve uma leve oscilação negativa de 0,4% na passagem de novembro para dezembro, sinalizando um ajuste típico de fim de ciclo.

Dólar favorável e saúde puxam o desempenho
A distribuição do crescimento entre as diferentes atividades comerciais foi considerada equilibrada. O grande destaque ficou para o segmento de equipamentos de informática e comunicação, que avançou 4,1%. Segundo Cristiano Santos, gerente da pesquisa do IBGE, esse setor foi diretamente beneficiado pela forte desvalorização da moeda americana frente ao real. Com o dólar mais barato, a venda de eletrônicos importados, como smartphones e notebooks, ganhou fôlego extra no mercado nacional.

Outros pilares importantes para o resultado anual foram os setores de artigos farmacêuticos, médicos e de perfumaria, que empataram com o segmento de móveis e eletrodomésticos, ambos apresentando um crescimento sólido de 4,5%. No total, sete das onze atividades monitoradas pelo varejo ampliado fecharam o ano com números favoráveis.

Desafios no varejo ampliado e queda em veículos
Ao analisar o varejo ampliado — que incorpora os setores de construção civil, veículos e atacado de alimentos —, o cenário foi de quase estabilidade, com uma alta tímida de 0,1%. O desempenho desse indicador mais abrangente foi freado por perdas em setores que haviam brilhado no ano anterior.

O segmento de veículos, motos e peças, por exemplo, sofreu uma retração de 2,9% em 2025, após um período de forte renovação de frota em 2024. Outra queda relevante ocorreu no atacado especializado em alimentos e bebidas (-2,3%), afetado pela menor distribuição de cereais e leguminosas nas centrais de abastecimento (Ceasas). Além destes, o setor de livrarias e papelarias (-0,9%) e o de materiais de construção (-0,2%) também encerraram o ano no campo negativo. Com informações da Agência Brasil

PUBLICIDADE
[wp_bannerize_pro id="valenoticias"]
Don`t copy text!