Pequenos negócios registram baixo movimento e venda online se consolida

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A pandemia do novo coronavírus acelerou muitos processos. Um deles foi impulsionamento das vendas feitas pela internet. O comércio eletrônico já vinha resultando índices de crescimento expressivos, mas com o isolamento social houve um salto. As pessoas preferem comprar sem sair de casa por comodidade e também por segurança. Muitas temem ser infectadas pelo novo coronavírus ao visitar lojas físicas, mesmo que os comerciantes afirmem que estão cumprindo todos os protocolos sanitários exigidos.

Em Pará de Minas a situação também não é diferente. Os casos confirmados do novo coronavírus seguem aumentando em ritmo preocupante. Tanto que o plano Minas Consciente revela que o município regrediu para a onda amarela devido ao aumento de casos de Covid-19. Por outro lado, consta-se facilmente que os paraminenses estão aderindo cada vez mais às compras pela internet.

Por ocasião da Black Friday pessoas até visitaram as lojas físicas, mas muitas delas não compraram. Disseram que pesquisaram muito e confirmaram nas lojas, mesmo que sejam da mesma rede, os preços nas lojas físicas são bem mais caros que na internet. Além disso durante a promoção muitos sites de vendas ofertaram frete grátis para atrair os clientes.

A realidade é a mesma em todo o Brasil. As vendas online crescem a cada dia, enquanto o movimento nos pequenos negócios é muito baixo.

Mesmo após a redução do isolamento social no país, com a reabertura da maioria das atividades econômicas, o movimento observado por microempreendedores ainda é consideravelmente menor do que no período pré-pandemia. Conforme publicado pela Agência Brasil. É o que mostra uma nova pesquisa da SumUp, instituição financeira que presta serviços de maquininha de cartão para pequenos negócios. A quarta rodada da pesquisa foi realizada entre os dias 11 e 16 de novembro, com 1.500 clientes da empresa em todo o país, para entender o impacto da covid-19 na atual fase da pandemia.

Os números mostram que 58% dos pequenos negócios que estão reabertos dizem que o movimento ainda é inferior ao início do ano. Entre os que mantêm pontos de venda fechados, 90% informam baixo movimento nos negócios.

Proprietário de uma tapeçaria em Ferraz de Vasconcelos, município da região metropolitana de São Paulo, Rubens Rodrigues de Souza afirma que os primeiros meses da pandemia foram aquecidos, principalmente, por causa dos efeitos do auxílio emergencial de R$ 600 e com o comércio fechado por decisão das autoridades. Porém, não demorou muito para que as vendas caíssem.

“Quando começou o ano, o comércio estava devagar, mas entrou a pandemia, aqueceu o comércio, por causa do auxílio emergencial, creio. Foram os dois meses em que prestadores de serviço tinham bastante trabalho. Mas, depois, começou a cair e estamos chegando ao fim do ano com movimento abaixo do anterior”, relata. O microempreendedor também foi um dos que recorreram ao auxílio emergencial do governo. Agora, no entanto, ele demonstra certo pessimismo para os próximos meses.

“Eu estou muito pessimista, principalmente com o começo do ano, acho que vai cair ainda mais o movimento. Tem a ameaça dessa nova onda, e pode ter restrições no comércio. Além disso, já não vai ter auxílio, o que piora as condições”, argumenta. Trabalhando com reforma de estofados, Rubens Rodrigues também já percebe a falta de matérias-primas básicas para o seu trabalho. “Está faltando espuma no mercado, e o preço já subiu mais de 100%”. Insumos como madeira, papelão e tecidos, esse último muito importado da China, também tiveram oferta reduzida, relato o microempresário.

Em seu levantamento, a pesquisa da SumUp mostra que 37% dos donos de pequenos negócios acreditam quem o movimento vai melhorar com a proximidade do natal. Outros 10% acreditam que o movimento vai aumentar muito e 24% demonstram pessimismo e preveem queda nas vendas.

Para a pequena empresária Bruna Schnorr, dona de uma agência de turismo em Brodosqui, no interior paulista, o movimento ainda é 70% menor do que o período pré-pandemia, mas há uma expectativa de melhora para os próximos meses. “Já estivemos pior na nossa área de turismo, que foi extremamente afetada pela pandemia, mas hoje eu acredito que a expectativa é bem melhor, digamos que estou uns 60% otimista”, afirmou.

Venda online consolidada
Outro ponto nessa rodada de pesquisa da SumUp é a consolidação da venda online como uma das principais estratégias de negócios. O setor teve adesão de quase 100% dos empreendedores, que formam a base de clientes da empresa. Esse movimento de adoção da venda online tem sido progressivo e já foi observado desde o início da pandemia.

“Tenho trabalhado bastante com vendas online, o que não fazíamos tanto antes do início da pandemia”, reconhece Bruna. Entre os novos serviços oferecidos pela empreendedora, está o atendimento personalizado em casa, tendo como principais canais as redes sociais. “É uma ferramenta que veio para ficar, embora um pouco a contragosto no meu caso, porque sempre preferi o atendimento mais presencial. Porém, se não fossem as mídias sociais e as vendas online, eu não teria podido manter meu negócio, que chegou a ficar mais de dois meses e meio fechado”.

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