Água a ser captada no rio Pará custará mais caro para o consumidor paraminense? ARSAP responde

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Desde o rompimento da barragem da mineradora Vale em Brumadinho no início do ano, Pará de Minas tem tomado varias medidas para evitar novo racionamento de água. Os paraminenses sofreram muito por causa da crise hídrica há cerca de cinco anos e após vários investimentos não passa pela cabeça de ninguém que faltará água na cidade novamente.

Foi firmado junto à Vale um Termo de Compromisso para que a mineradora custeie a construção de uma adutora que trará água do Rio Pará. Projetos e análises já foram iniciados e a obra deve ser entregue até maio de 2020, mas poderá sofrer atraso conforme afirmou ao Portal GRNEWS um dos integrantes do Comitê Municipal de Gestão e Avaliação do Desastre.

Com a estiagem a concessionária Águas de Pará de Minas, responsável pelo abastecimento de água e tratamento de esgoto na cidade, tem tomado precauções e feito um trabalho de conscientização com os consumidores para evitarem o desperdício.

Com a paralisação da captação no rio Paraopeba, cuja água esta imprópria para consumo, restaram os mananciais dos Paivas e Paciência e agora mais recentemente um reservatório em Córrego do Barro que tem ajudado a abastecer a cidade.

Quando venceu a licitação e se instalou na cidade, o município repassou para a concessionária toda a estrutura e equipamentos que eram operados pela Copasa. A empresa então que terá que devolver tudo quando os 35 anos de contrato terminar, a não ser que ganhe novamente a licitação. No caso da adutora que será construída pela Vale, a obra será entregue à Prefeitura, que irá repassar à concessionária para usufruir do serviço.

A adutora tem extensão de 47 quilômetros, do ponto de captação no Rio Pará à Estação de Tratamento de Água (ETA) no bairro Nossa Senhora das Graças, e por causa da distância o custo será maior para a concessionária.

Nos últimos dias se intensificaram os comentários indicando que a tarifa de água ficaria mais cara para o consumidor de Pará de Minas devido ao custo operacional para captar essa água desde o rio Pará até a Estação de Tratamento de Água (ETA) no bairro Nossa Senhora das Graças e também porque é cobrado pelo uso da água do rio Pará.

Para esclarecer estas questões, a reportagem do Portal GRNEWS procurou a Agência Reguladora dos Serviços de Água e Esgoto de Pará de Minas (ARSAP) para averiguar se este custo adicional poderia ser cobrado do consumidor final.

De acordo o gerente da ARSAP, Frederico Mendes Amaral, é a mineradora Vale quem vai arcar com este custo adicional e a população pode ficar tranquila:


Frederico Mendes Amaral
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Outra questão levantada com o gerente da ARSAP é referente aos poços artesianos na cidade. Depois da crise hídrica entre 2013 e 2015 muitos paraminenses criaram o hábito de buscar água nestes poços públicos.

A própria ARSAP, segundo Frederico Mendes, faz o acompanhamento semanal de todos os poços para garantir a qualidade desta água:

Frederico Mendes Amaral
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Pará de Minas possui mais de 50 poços artesianos. Mas apenas alguns são mais utilizados pela população. Outros foram inclusive fechados pois segundo a ARSAP não há necessidade de mantê-los abertos porque não falta água no município.

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