GRNEWS TV: Saúde altera fluxo de exames do SUS e prepara novos protocolos médicos
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Luiz Lima, vice-prefeito e secretário municipal de Saúde, e Cristiane dos Santos Paulino, referência técnica de Planejamento e Gestão em Saúde, reafirmaram que pacientes atendidos pela rede pública de Pará de Minas não têm mais os pedidos de exames laboratoriais submetidos à regulação prévia da Secretaria Municipal de Saúde. A mudança foi confirmada pelo secretário Luiz Lima, que afirmou que todas as solicitações feitas pelos médicos passaram a ser encaminhadas para atendimento no laboratório.
A medida encerra o limite anterior de seis exames por solicitação, adotado após o aumento dos gastos com procedimentos, que chegaram perto de R$ 500 mil. Segundo o secretário, a decisão buscava conter pedidos considerados excessivos, mas a gestão identificou outras formas de controlar as despesas sem restringir previamente os exames prescritos.
Ministério Público recebeu esclarecimentos
Após uma recomendação do Ministério Público, a Secretaria informou que a mudança já estava em vigor desde setembro. De acordo com Luiz Lima, os registros encaminhados para análise, que somavam aproximadamente 256 solicitações, indicavam que os exames haviam sido atendidos.
O fluxo também foi alterado. Agora, os pedidos seguem diretamente para o laboratório, enquanto a administração municipal trabalha na elaboração de protocolos clínicos com participação das equipes médicas.
Município realiza 50 mil exames por mês
A Secretaria estima oferecer cerca de 50 mil exames laboratoriais mensalmente. Luiz Lima destacou que a gestão precisa conciliar as necessidades dos pacientes com os recursos disponíveis para consultas, procedimentos, exames e transporte sanitário.
O orçamento municipal da saúde está em torno de R$ 236 milhões. Segundo o secretário, Pará de Minas destina aproximadamente 33% a 35% das receitas consideradas para esse cálculo à área, acima do mínimo legal de 15%.
A mudança ocorre após relatos de pacientes que não conseguiram realizar todos os exames solicitados, inclusive em situações preventivas. A nova estratégia pretende manter a avaliação clínica dos médicos e, ao mesmo tempo, desenvolver critérios técnicos para o uso adequado dos recursos públicos.
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