GRNEWS TV: Raiva animal continua circulando e vigilância com morcegos é decisiva para evitar mortes
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Oscar Leitão, médico-veterinário e Referência Técnica do Centro de Controle de Zoonoses São Francisco de Assis (CCZ), conformou que a raiva continua sendo uma ameaça à saúde pública, mesmo com os avanços no controle da doença. Especialistas alertam que o vírus permanece circulando na natureza, principalmente entre morcegos, considerados os principais reservatórios da enfermidade. Por isso, a vacinação anual de cães e gatos segue sendo a medida mais eficiente para impedir que a doença alcance os seres humanos.
Morcegos mantêm o vírus ativo no meio ambiente
Embora muitos municípios não registrem casos positivos dentro da área urbana, o monitoramento constante demonstra que o risco permanece. Os morcegos conseguem conviver por mais tempo com o vírus, transmitindo-o entre indivíduos da própria colônia e, posteriormente, para outros mamíferos.
Além do chamado ciclo aéreo, a raiva também possui outros ciclos de transmissão. Há o ciclo silvestre, que envolve animais como os saguis; o ciclo rural, presente em herbívoros como bovinos e equinos; e o ciclo urbano, que atinge cães e gatos. Essa diversidade torna impossível eliminar completamente o vírus da natureza, reforçando a importância da vacinação preventiva.
Vigilância em morcegos ajuda a impedir novos casos
O Centro de Controle de Zoonoses desempenha papel fundamental na vigilância da doença. Sempre que um morcego é encontrado morto ou sem condições de voar, equipes podem recolher o animal para análise laboratorial. Caso o resultado seja positivo para raiva, é realizado um bloqueio vacinal em um raio de aproximadamente 300 a 500 metros, protegendo cães e gatos da região e reduzindo o risco de transmissão.
Macacos mortos também devem ser comunicados ao CCZ
A população também deve informar ao Centro de Controle de Zoonoses quando encontrar macacos mortos. Esses animais podem ser analisados para investigação de febre amarela e raiva, contribuindo para o monitoramento epidemiológico. A orientação é evitar o contato direto com qualquer animal silvestre, vivo ou morto, principalmente morcegos, que podem representar risco de exposição ao vírus.
Combate às fake news fortalece a prevenção
Especialistas reforçam que informações falsas sobre vacinas colocam em risco animais e pessoas. A recomendação é que os tutores participem das campanhas de vacinação e mantenham cães e gatos imunizados todos os anos. A prevenção continua sendo a única forma eficaz de impedir que uma doença praticamente sempre fatal volte a provocar casos entre animais e seres humanos.
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