GRNEWS TV: Cigarro destrói o corpo em silêncio e dependência afeta pulmões, coração e aumenta o risco de diversos tipos de câncer
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Matheus Assunção Goebel, médico pneumologista, Mary Campos, coordenadora das Equipes Multiprofissionais da Atenção Primária à Saúde e Neide Almeida, ex-fumante, alertaram que muito além da dependência da nicotina, o tabagismo provoca alterações profundas no organismo e está associado a dezenas de doenças que comprometem a qualidade e a expectativa de vida. Especialistas alertam que os efeitos começam de forma silenciosa, alterando o paladar, o olfato, a aparência da pele, a coloração dos dentes e até o cheiro corporal. Com o passar dos anos, os danos evoluem para problemas respiratórios, cardiovasculares e diversos tipos de câncer.
Entre as doenças mais frequentes está a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), caracterizada pela obstrução das vias respiratórias, dificultando a passagem do ar até os pulmões. Os principais sintomas são falta de ar, tosse persistente e maior predisposição a infecções, como pneumonias. Em muitos casos, atividades simples do dia a dia passam a exigir grande esforço físico devido à limitação da capacidade respiratória.
Diagnóstico precoce pode salvar vidas e prevenção ainda é desafio
O cigarro também está diretamente relacionado ao desenvolvimento de câncer de pulmão, boca, garganta, esôfago, intestino, bexiga e outros órgãos. O câncer pulmonar merece atenção especial porque costuma evoluir sem sintomas nas fases iniciais, sendo frequentemente descoberto apenas quando a doença já está avançada. Por isso, pessoas com longa história de tabagismo devem procurar acompanhamento médico para avaliação e realização de exames de rastreamento, capazes de identificar lesões ainda pequenas e aumentar as chances de cura.
Os profissionais destacam ainda que o vício modifica o comportamento. Situações de estresse, alegria, ansiedade ou até o simples hábito de tomar um café tornam-se gatilhos para acender um cigarro. Essa associação fortalece a dependência química e psicológica, tornando o abandono do tabagismo ainda mais desafiador.
Nas Unidades Básicas de Saúde, muitos pacientes procuram atendimento apenas quando já apresentam sintomas importantes, como falta de ar e tosse contínua. Para os especialistas, ampliar as ações preventivas e estimular a população a buscar orientação antes do aparecimento das doenças continua sendo um dos maiores desafios da saúde pública. O diagnóstico precoce, aliado ao tratamento e ao apoio especializado, pode evitar complicações graves e salvar vidas.
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