Pesquisa revela que produtividade é o principal benefício da inteligência artificial para pequenas e médias empresas

A busca por maior eficiência operacional tem levado as pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras a integrar a inteligência artificial (IA) de forma cada vez mais intensa em suas rotinas de trabalho. Um levantamento recente realizado pela Serasa Experian, considerada a primeira e maior datatech do país, aponta que 58,7% dos empreendedores que já utilizam ou possuem forte interesse em adotar a tecnologia elegem o ganho de produtividade como o principal retorno positivo gerado pelas ferramentas tecnológicas.

Automação e corte de custos lideram a lista de vantagens operacionais
O estudo detalha os múltiplos impactos positivos identificados pelos empresários que decidiram apostar na inovação digital. Logo após o aumento da produtividade, a automação de tarefas cotidianas surge como uma grande aliada para 35,9% dos entrevistados, enquanto a redução de custos operacionais foi apontada por 34,2% dos participantes.

A melhoria na qualidade do atendimento direcionado aos clientes também ganhou destaque no mapeamento, sendo lembrada por 27,1% dos gestores. Completando o ranking dos benefícios mais perceptíveis nas organizações, aparecem o suporte estratégico na análise de dados complexos com 23,7% e o estímulo direto para a expansão das vendas com 20,1%.

Desconhecimento técnico e escassez de pessoal qualificado são os maiores entraves
Apesar do reconhecimento claro a respeito dos ganhos de produtividade e agilidade, a transição para a inteligência artificial ainda esbarra em obstáculos estruturais e culturais no universo das PMEs. A falta de conhecimento aprofundado sobre quais soluções tecnológicas estão disponíveis no mercado foi apontada por 41,3% das empresas como a principal barreira para a implementação definitiva.

A carência de mão de obra preparada para lidar com essas ferramentas também pesa na balança, sendo citada por 36,4% dos respondentes como a falta de funcionários ou de equipes devidamente capacitadas para operar os sistemas. O levantamento também revelou outras preocupações importantes que travam os investimentos na área:
Segurança cibernética e privacidade de dados confidenciais (34,6%)

Custos financeiros exigidos para a implementação das ferramentas (31,2%)

Falta de tempo hábil para planejar e executar a migração tecnológica (29,1%)

Dificuldade técnica para adaptar a tecnologia à realidade prática da empresa (27,3%)

A resistência ou o distanciamento em relação à tecnologia também ficou evidente em uma parcela significativa do mercado. O estudo constatou que 38,8% dos proprietários de pequenos e médios negócios afirmaram não possuir nenhum tipo de interesse em inserir a IA em seus processos, enquanto outros 22% declararam desconhecer aplicações que de fato façam sentido para o modelo de negócios que gerenciam.

Conexão entre tecnologia e necessidades reais impulsiona os negócios
De acordo com a análise de Cleber Genero, vice-presidente de Pequenas e Médias Empresas da Serasa Experian, os dados revelam um amplo espaço de mercado a ser explorado para educar e instruir os empreendedores sobre o uso prático dessas inovações. Ele pontua que o grande desafio atual não se resume ao ato de comprar ou adotar um sistema moderno, mas sim em conseguir vincular as funcionalidades tecnológicas com as dores reais e cotidianas da empresa.

Segundo o executivo, no momento em que o dono do negócio passa a enxergar valor prático focado em automação, ganhos reais de produtividade e auxílio direto na tomada de decisões estratégicas, a tendência natural é que a presença da inteligência artificial se consolide na cultura interna organizacional.

Inteligência artificial ganha espaço na reestruturação da gestão financeira
Uma das frentes corporativas que mais pode se beneficiar do uso estratégico dos algoritmos inteligentes é a organização financeira e o planejamento de longo prazo das empresas. Um exemplo prático dessa aplicação no mercado brasileiro é o sistema Serasa Descomplica, desenvolvido especificamente pela datatech como uma solução para a conciliação de contas empresariais.

A plataforma cumpre o papel de unificar diferentes contas bancárias corporativas utilizando o ecossistema do Open Finance. A partir dessa centralização, a inteligência artificial entra em ação para rastrear dados e gerar insights automatizados, análises históricas detalhadas e projeções preditivas sobre o negócio. Esse suporte tecnológico ajuda o empresário a gerenciar o fluxo de caixa diário com clareza, organizar as finanças de forma integrada e tomar decisões de investimentos ou cortes com maior nível de segurança institucional.

Metodologia adotada no levantamento nacional
Para traçar esse panorama sobre o mercado nacional, a pesquisa de campo ouviu um total de 1.565 micro, pequenas e médias empresas espalhadas por todo o território brasileiro durante os meses de maio e junho de 2026. A amostragem contou com uma presença predominante de empreendimentos focados nos setores de comércio e prestação de serviços, concentrando-se em negócios de pequeno porte. É importante ressaltar que os questionamentos específicos sobre os gargalos e os benefícios gerados pela IA foram direcionados apenas aos empresários que já utilizam a inovação ou que pretendem adotá-la em breve. Com informações da Assessoria de Comunicação da Serasa Experian

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