Seus olhos estão ardendo neste inverno? Conheça 6 atitudes simples para proteger a visão contra o ressecamento
Com a chegada das temperaturas mais baixas, os cuidados com o ressecamento da pele e dos lábios entram imediatamente na rotina de autocuidado. No entanto, a saúde ocular acaba frequentemente esquecida nesse período. O que muitas pessoas não associam é que o desconforto sentido nos olhos durante os meses frios é um reflexo direto da exposição contínua aos ventos e à baixa umidade do ar, fatores que aceleram a perda da umidade natural da superfície da visão.
Como consequência, manifestam-se sintomas incômodos como sensação de ardência, coceira, lacrimejamento constante e até episódios de embaçamento visual. O cenário se torna ainda mais complexo para quem convive com a Síndrome do Olho Seco, uma disfunção crônica caracterizada pela evaporação acelerada da lágrima.
O impacto do Julho Turquesa na conscientização nacional
O período marcado pelo ápice do inverno coincide com uma mobilização essencial para a saúde pública: o Julho Turquesa. A campanha nacional de conscientização busca espalhar informações detalhadas sobre os sinais, os sintomas e as formas de tratamento para a Síndrome do Olho Seco, uma condição que atinge aproximadamente 27 milhões de brasileiros.
A falta de lubrificação adequada, conhecida tecnicamente como olho seco evaporativo, pode ser desencadeada por uma soma de variáveis ambientais, fisiológicas e de comportamento. No campo ambiental, destacam-se a poluição atmosférica, o clima frio e o uso prolongado de aquecedores ou aparelhos de ar-condicionado.
Já na parte fisiológica, o principal vilão é o mau funcionamento das glândulas de Meibomius, localizadas na borda interna das pálpebras. Patrícia Kakizaki, oftalmologista e consultora da ZEISS Vision Brasil, esclarece que essas estruturas produzem o meibum, uma substância oleosa que forma a camada lipídica da lágrima. Essa gordura natural funciona como um escudo, impedindo que a parte aquosa do olho evapore antes da hora, mantendo a estabilidade e a lubrificação da superfície ocular.
A armadilha do tempo de tela e a diminuição das piscadas
No estilo de vida moderno, o comportamento individual exerce um papel crucial no agravamento do problema. O uso excessivo e ininterrupto de computadores, tablets e smartphones prejudica diretamente a dinâmica dos olhos.
A médica ressalta que passar horas olhando para monitores digitais reduz drasticamente a frequência com que piscamos. Como a liberação do meibum depende do movimento mecânico das pálpebras — cujos músculos pressionam as glândulas a cada piscada para espalhar a gordura protetora —, a falta desse gesto faz com que o filme lacrimal se desestabilize, acelerando o ressecamento.
Seis estratégias práticas para blindar a sua visão no inverno
Para combater os efeitos do clima seco e garantir o bem-estar ocular durante os dias frios, pequenas mudanças de hábito e cuidados preventivos podem fazer toda a diferença. Confira as principais recomendações dos especialistas:
1. Intensifique o consumo de água: A tendência de sentir menos sede no inverno faz com que as pessoas reduzam a ingestão de líquidos. Manter o corpo hidratado é um requisito básico para que o organismo consiga produzir lágrimas em quantidade e qualidade adequadas.
2. Estabeleça pausas nas telas digitais: Uma técnica eficiente é adotar o método 20-20-20. A cada 20 minutos de trabalho ou navegação, faça uma pausa de 20 segundos para focar o olhar em um objeto localizado a cerca de 6 metros de distância. A prática relaxa os músculos oculares e estimula a lubrificação, além de servir como lembrete para piscar conscientemente.
3. Monitore o uso de aquecedores: Ambientes fechados com sistemas de aquecimento tendem a perder a umidade rapidamente, estimulando a evaporação da lágrima. Caso utilize esses aparelhos, coloque bacias com água ou umidificadores no recinto e faça intervalos saindo para locais com circulação de ar natural.
4. Proteja-se com óculos de sol em locais abertos: Ao caminhar ao ar livre, utilize óculos escuros. Modelos com armações mais largas e ajustadas funcionam como uma barreira física eficiente, impedindo que o vento gelado e as impurezas do ar atinjam diretamente os olhos.
5. Capriche na higiene das pálpebras: Resíduos cosméticos e o acúmulo de gordura podem entupir as glândulas responsáveis pela proteção da lágrima. A higienização correta deve ser feita diariamente, utilizando produtos específicos indicados por um especialista ou gaze embebida em água morna.
6. Aplique compressas mornas na região ocular: O calor local atua desobstruindo os canais palpebrais e fluidificando a gordura protetora. Como alternativa moderna para essa prática, o mercado conta com máscaras descartáveis como a ZEISS Warm Eye Mask, que se aquecem de forma automática em contato com o ar devido à ativação do carvão presente em sua fórmula. Paula Queiroz, diretora de Marketing e Produtos da ZEISS Vision Brasil, aponta que o acessório pode ser associado aos momentos de descanso diários, unindo o alívio dos incômodos oculares a uma experiência relaxante de bem-estar.
A importância do diagnóstico médico e os riscos da automedicação
Se mesmo com essas adaptações os sintomas de irritação, secura e vermelhidão continuarem, o agendamento de uma consulta com um oftalmologista torna-se indispensável. O diagnóstico preciso é fundamental, uma vez que o desconforto pode estar associado a quadros de conjuntivite ou processos alérgicos. Os médicos alertam fortemente contra o uso por conta própria de colírios lubrificantes ou medicamentosos, pois a automedicação inadequada pode esconder a real causa do problema e agravar a saúde dos olhos. Com informações da Assessoria de Comunicação da ZEISS Vision Brasil

