Povo brasileiro paga menos imposto hoje do que pagava no passado, diz ministro
Durante o encontro com o primeiro escalão do governo federal realizado nesta quarta-feira, 3 de junho, na sede do Poder Executivo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, apresentou um balanço detalhado sobre as principais conquistas econômicas acumuladas pelo país a partir do ano de 2023. O chefe da pasta econômica enfatizou que a maior parcela dos cidadãos brasileiros arca com uma carga de impostos inferior àquela registrada no encerramento de 2022.
De acordo com o ministro, o cenário atual reflete um compromisso com a equidade social. “O país paga menos tributo hoje do que pagava no passado. Há justiça fiscal e justiça social. Quem hoje vive de salário, paga menos tributo”, declarou Durigan. Ele explicou que essa transformação é sustentada por múltiplos fatores estruturais, tendo como pilares a criação contínua de postos de trabalho formais e a elevação real dos rendimentos da população.
Expansão do mercado de trabalho e indicadores sociais elevados
A expansão do emprego com carteira assinada foi um dos eixos centrais do pronunciamento do ministro, que atrelou o crescimento das vagas à isenção tributária assegurada por mudanças na legislação recente.
“Nós geramos mais de 5 milhões de empregos desde 2023. É emprego formal que deixou de pagar Imposto de Renda, com a nossa lei aprovada no ano passado, que tem melhorado a renda com a valorização do salário mínimo. A renda nunca esteve tão alta de quem está empregado no país e o desemprego segue em mínima histórica. Nós estamos vendo a renda das famílias aumentar, o Brasil sair da extrema pobreza e atingir índices urbanos de muito alto desenvolvimento”, pontuou o ministro da Fazenda.
Paralelamente ao desenvolvimento interno, a projeção do país no exterior também foi pauta do balanço administrativo. Durigan mencionou reuniões recentes mantidas com lideranças do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, que sinalizaram positivamente para o desempenho da atividade econômica nacional. “Eles me disseram: ‘vocês bateram todas as metas que a gente tinha colocado para o Brasil. O Brasil cresceu muito mais do que o mundo esperava’”, relatou.
Projeções de crescimento contínuo e controle inflacionário
A equipe econômica manifestou forte otimismo para o encerramento do primeiro semestre de 2026, projetando a manutenção da trajetória de alta verificada nos primeiros meses do ano, quando o Produto Interno Bruto (PIB) expandiu 1,1%. Dario Durigan ressaltou que a economia retomou sua vitalidade e vem superando as expectativas de analistas a cada período, gerando impactos diretos na infraestrutura e na eficiência das políticas de assistência social. “Nós vamos de novo surpreender no segundo trimestre de 2026”, projetou.
Mesmo diante das adversidades herdadas no começo do ciclo governamental em 2023, o ministro celebrou a solidez e a resiliência demonstradas pelas instituições econômicas. Ele destacou que a inflação permanece em patamares baixos, controlada e estável, assegurando a previsão de que o período de quatro anos da gestão do presidente Lula será concluído com o índice inflacionário abaixo da marca de 5%. “Nós acertamos as contas do país, colocando o pobre no orçamento e cobrando de quem tem capacidade econômica”, resumiu.
Mitigação de crises globais e estímulos ao empreendedorismo
No âmbito da geopolítica internacional, o titular da Fazenda reiterou a postura adotada pela chefia de Estado para blindar o mercado consumidor doméstico contra as oscilações e tensões decorrentes dos conflitos armados no Oriente Médio. Durigan ressaltou que a musculatura da economia nacional será utilizada estrategicamente como ferramenta de proteção ao cidadão. “O Brasil não vai ser sócio dessa guerra. Nós vamos usar a economia forte que fomos construindo no tempo para proteger a nossa população. Tudo o que for possível para proteger o impacto da guerra na população brasileira está sendo feito e continuará sendo feito”, garantiu.
Na seara de reestruturação financeira das famílias e impulsionamento de pequenos negócios, o balanço governamental enalteceu os resultados do programa Desenrola. O ministro incentivou aqueles que possuem pendências financeiras junto ao sistema bancário a utilizarem o mecanismo para limpar as restrições de crédito, informando que mais de um milhão de cidadãos já repactuaram seus débitos com abatimentos que alcançam 85%.
Para os próximos anos, o Ministério da Fazenda planeja aprofundar as medidas voltadas ao microempreendedorismo individual (MEI). Estão em desenvolvimento estudos técnicos para elevar o teto de faturamento anual permitido para a categoria, o que deve ampliar a capacidade de contratação de funcionários pelas pequenas empresas e impulsionar ainda mais a base social da economia. Com informações da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República do Brasil


