Operação Ícaro asfixia facção criminosa com prisões e bloqueio milionário na Zona da Mata
Uma força-tarefa de grandes proporções sacudiu as estruturas do crime organizado em Minas Gerais nesta quarta-feira (06/05). A terceira etapa da Operação Ícaro, fruto de uma parceria estratégica entre a Polícia Militar e o Ministério Público, desferiu um golpe severo na hierarquia e no caixa de uma das maiores facções criminosas do país que tentava expandir seus domínios na região de Juiz de Fora.
Gigantesca mobilização e bloqueio de bens
A ofensiva mobilizou centenas de agentes de segurança para o cumprimento de mais de 200 mandados judiciais, abrangendo as cidades mineiras de Juiz de Fora, Eugenópolis e Matias Barbosa, além de ramificações no Rio de Janeiro. O balanço parcial aponta a prisão de 49 suspeitos e a execução de 80 mandados de busca e apreensão.
Mais do que as detenções, a operação focou no estrangulamento financeiro do grupo: foram sequestrados 66 veículos e bloqueados aproximadamente R$ 8,4 milhões em ativos financeiros e bens, retirando da organização os recursos necessários para a manutenção de suas atividades ilícitas.
Tolerância zero ao crime organizado
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, acompanhou os desdobramentos em Juiz de Fora e reforçou que o Estado não servirá de refúgio para grupos criminosos. Segundo Simões, a operação foi desenhada para desestruturar a presença regional da facção por meio de inteligência e firmeza. O recado das autoridades é direto: as instituições mineiras estão integradas para impedir que facções externas consigam se estabelecer em território mineiro, especialmente nas áreas de divisa.
Alvos certeiros na hierarquia da facção
As investigações conduzidas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) permitiram mapear toda a pirâmide da facção na Zona da Mata. O cerco atingiu desde as lideranças estaduais até os responsáveis pela lavagem de dinheiro e gerentes operacionais.
Também foram alvos os chamados “disciplinas”, indivíduos incumbidos de monitorar a conduta de membros do grupo e coagir moradores em comunidades. Pelo menos cinco bairros de Juiz de Fora estavam sob influência direta dessas células, que agora respondem a nove denúncias formais oferecidas pelo Ministério Público.
União de forças pela segurança pública
O sucesso da Operação Ícaro é atribuído à atuação conjunta que envolveu unidades de elite da Polícia Militar, com o suporte fundamental da Polícia Civil e da Polícia Penal. O procurador-geral de Justiça, Paulo de Tarso, destacou que a missão institucional é combater o crime em sua raiz, garantindo que o avanço dessas organizações seja contido pela força da lei e pelo monitoramento constante do sistema de inteligência. Com informações da Agência Minas
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