Colômbia sedia debate global sobre o fim da dependência de combustíveis fósseis

A cidade de Santa Marta, na Colômbia, torna-se o epicentro das discussões climáticas a partir desta sexta-feira (24). A 1ª Conferência Internacional sobre Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis reúne representantes de aproximadamente 60 governos, além de lideranças indígenas, cientistas e organizações da sociedade civil. O evento, realizado em parceria entre os governos colombiano e holandês, visa estruturar estratégias que reduzam a submissão global ao petróleo, carvão e gás natural.

Embora não funcione como um fórum de negociação formal ou substituto das convenções da ONU, o encontro propõe um diálogo horizontal para construir o chamado Mapa do Caminho. As discussões estão divididas em três frentes principais: a superação da dependência econômica, a reestruturação da oferta e demanda de energia e o fortalecimento da diplomacia climática internacional.

Brasil lidera a construção da estratégia lançada na COP30
A base das discussões em solo colombiano remete ao Mapa do Caminho, proposta apresentada pelo Brasil durante a COP30, em Belém. Na ocasião, 80 nações manifestaram apoio à criação de um plano de ação mundial, diante da ausência de consenso para incluir o tema no documento final da conferência paraense. Atualmente, a presidência brasileira da COP processa sugestões recebidas em consulta pública para finalizar o documento até novembro, quando ocorrerá a COP31 na Turquia.

A adesão ao debate conta com nomes de peso no mercado energético, como Austrália, Canadá, Noruega e a União Europeia. Por outro lado, gigantes como Estados Unidos, China e Índia optaram por não integrar a iniciativa neste momento. A conferência em Santa Marta também servirá para lançar um painel científico dedicado ao tema e articular uma coalizão de países focada em reformas fiscais e regulatórias práticas.

Sociedade civil cobra proteção da Amazônia e fim da exploração fóssil
Organizações sociais brasileiras e internacionais acompanham de perto o encontro, destacando a importância de um papel de liderança do Brasil na construção de consensos globais. Para especialistas em conservação, a liderança brasileira é fundamental para transformar intenções em respostas concretas para a sociedade em um cenário de instabilidade internacional.

A escolha da região amazônica colombiana para sediar o evento carrega um simbolismo político e ambiental. Representantes de entidades como o Greenpeace ressaltam a necessidade urgente de barrar o avanço da indústria fóssil em biomas sensíveis, citando os riscos de exploração de petróleo na Foz do Amazonas. A expectativa é que Santa Marta reforce a urgência de proteger o equilíbrio climático mundial antes que os danos socioambientais se tornem irreversíveis. Com informações da Agência Brasil

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