Mercado de trabalho brasileiro registra menor desemprego para o período e rendimento recorde

Embora tenha ocorrido uma oscilação natural na taxa de desocupação no início de 2026, os números apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (27) trazem um cenário de otimismo estrutural. O índice de desemprego fechou o trimestre encerrado em fevereiro em 5,8%, representando o melhor desempenho para este recorte específico desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012.

Sazonalidade explica a leve alta no trimestre
O índice atual de 5,8% demonstra um aumento em comparação aos 5,2% registrados no trimestre terminado em novembro de 2025. Segundo a coordenação de pesquisas do IBGE, esse movimento é considerado sazonal, ou seja, esperado para esta época do ano. A redução no nível de ocupação concentrou-se principalmente nos setores de educação e saúde pública, onde o encerramento de contratos temporários na transição de ano é uma prática comum.

No panorama geral, o Brasil conta atualmente com 102,1 milhões de cidadãos exercendo atividades profissionais, enquanto 6,2 milhões permanecem na busca por uma oportunidade. Apesar da alta recente, o contingente de desocupados é significativamente menor do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando a taxa era de 6,8%.

Trabalhador alcança o maior salário da história
O grande destaque da pesquisa foi o poder de compra do brasileiro. O rendimento médio mensal atingiu o patamar histórico de R$ 3.679. Este valor é real — o que significa que já considera o desconto da inflação — e representa um crescimento de 5,2% em relação ao ano anterior.

Especialistas do instituto apontam que esse recorde salarial é fruto de uma combinação entre a alta demanda por mão de obra e uma tendência de maior formalização em setores vitais da economia, como o comércio e a prestação de serviços. A estabilidade no número de trabalhadores com carteira assinada, que soma 39,2 milhões de pessoas, reforça a solidez do mercado formal.

Informalidade e novos modelos de ocupação
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios também trouxe dados sobre a dinâmica do trabalho autônomo e informal. O grupo de trabalhadores por conta própria cresceu 3,2% em um ano, totalizando 26,1 milhões de brasileiros. Já a taxa de informalidade apresentou uma leve queda, situando-se em 37,5% da população ocupada.

Vale ressaltar que o IBGE utiliza critérios rigorosos para o levantamento, visitando 211 mil residências em todo o país. Para ser considerado desocupado, o cidadão deve ter buscado efetivamente uma vaga nos 30 dias anteriores à entrevista. O cenário atual está longe dos picos de 14,9% registrados durante a crise sanitária da pandemia, aproximando-se dos níveis de plena ocupação vistos no final de 2025. Com informações da Agência Brasil

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