Índice de infestação do Aedes sobe para 7,2% e mobiliza ações em Pará de Minas. Chuvas elevaram indicador

O mais recente Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), realizado em março, apontou taxa de infestação de 7,2% em Pará de Minas. O número representa aumento em relação ao levantamento anterior, influenciado pelo volume de chuvas registrado nas últimas semanas.

De acordo com o diretor de Vigilância em Saúde, Adilson José Batista, o crescimento já era esperado devido ao volume de chuva. Em janeiro estava em 5,6% e agora fechou em 7,2%:

Adilson José Batista
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Índice acima do ideal acende alerta
Mesmo com o controle apontado pelas autoridades, o índice ainda exige atenção. Isso porque qualquer percentual acima de 1% já indica risco de transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya.

O índice de infestação de 7,2% do Aedes aegypti em Pará de Minas é muito preocupante, considerando que o Ministério da Saúde recomenda que esse índice tem que ser menor que 1, para afastar riscos de surtos da doença.

Entre os bairros com maiores índices estão Santos Dumont, Recanto da Lagoa, Grão-Pará, São Cristóvão e Prefeito Walter Martins Ferreira, o que direciona as ações da saúde pública:


Adilson José Batista
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Mutirão de limpeza será intensificado em quatro bairros
Como estratégia de combate, a Prefeitura realiza nesta sexta-feira (27) um mutirão de limpeza nos bairros São Cristóvão, Dona Tunica, Redentor e Várzea da Posse.

Adilson José Batista explica que o mutirão visa eliminar a maior parte dos criadores nessas regiões do mosquito transmissor da dengue e outras arboviroses nestas regiões de Pará de Minas:

Adilson José Batista

A operação contará com equipes e caminhões para recolhimento de materiais que possam acumular água. No entanto, há orientações importantes para os moradores: A população deve colocar para fora tudo que possa acumular água, mas não deve descartar entulho de construção, galhos ou madeira.

Trabalho contínuo e participação popular são essenciais
Antes do mutirão, agentes de endemias estão visitando as residências para orientar os moradores e distribuir sacos plásticos, facilitando o descarte correto.

Somente neste ano, três mutirões já recolheram cerca de 90 caminhões de materiais, evidenciando o desafio contínuo no combate ao mosquito.

O diretor reforça que a colaboração da população é fundamental. Cada pessoa precisa cuidar do seu quintal e eliminar possíveis criadouros.

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