El Niño pode provocar calor extremo e riscos climáticos em MG. Defesa Civil de Pará de Minas alerta para possíveis impactos do fenômeno em 2026

A possibilidade de formação do fenômeno El Niño entre os meses de maio e julho de 2026 acendeu o alerta de órgãos meteorológicos e da Defesa Civil em todo o país. Uma nota técnica divulgada pela Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (COMPDEC) de Pará de Minas aponta que os principais centros internacionais de monitoramento climático já identificam forte aumento das chances de desenvolvimento do fenômeno ao longo deste ano.

Conforme os dados apresentados, existe mais de 60% de probabilidade de formação do El Niño no trimestre entre maio, junho e julho, podendo chegar a 90% no segundo semestre. As projeções são baseadas em informações de organismos como Organização Meteorológica Mundial (WMO), Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) e Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).

Calor intenso e estiagem preocupam Minas Gerais
O documento destaca que o Sudeste brasileiro poderá enfrentar temperaturas acima da média, ondas de calor mais intensas e irregularidade nas chuvas. Em Minas Gerais, incluindo cidades da região Centro-Oeste mineira como Pará de Minas, a preocupação envolve aumento do risco de queimadas, incêndios em vegetação, estresse hídrico e impactos no abastecimento de água.

As projeções indicam ainda a possibilidade de um inverno mais quente e menos rigoroso em 2026. A redução da umidade relativa do ar em determinados períodos também pode agravar problemas ambientais e de saúde.

Agricultura e desastres naturais entram no radar
A nota técnica da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil alerta que o fenômeno pode afetar diretamente o setor agrícola, especialmente em regiões com redução das chuvas. A falta de água poderá comprometer lavouras, manejo do solo e produtividade agrícola.

Além disso, especialistas apontam aumento do risco de desastres naturais, como enchentes, alagamentos, deslizamentos, incêndios florestais e crises hídricas regionais. Diante desse cenário, a Defesa Civil reforça a importância do monitoramento constante das atualizações meteorológicas e da adoção de medidas preventivas por parte das autoridades e da população.

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