GRNEWS TV: Movimento Mulheres de Fibro nasce da dor e reúne mais de 150 pessoas em Pará de Minas
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Conceição Cruz, idealizadora, Sônia Cruz, idealizadora e Coordenadora e Jaqueline Moreira, psicóloga, psicanalista e integrante, falaram sobre o Movimento Mulheres de Fibro de Pará de Minas que celebra um ano com muitos desafios a serem superados.
Uma dor pessoal que virou mobilização coletiva
O Movimento Mulheres de Fibro surgiu em Pará de Minas a partir de um momento de profunda dor familiar. Após a perda da mãe, Maria Geralda da Cruz, as irmãs Cruz decidiram transformar o sofrimento individual em uma causa coletiva. A experiência revelou não apenas o impacto emocional da perda, mas também as dificuldades enfrentadas por quem convive com fibromialgia.
Uma das fundadoras relata que, naquele período, as dores eram tão intensas que ela sequer conseguiu comparecer ao velório da própria mãe. O episódio despertou uma reflexão sobre quantas outras pessoas poderiam estar passando por situações semelhantes, muitas vezes em silêncio e sem diagnóstico claro.
O início de um movimento de apoio
Determinadas a buscar respostas e apoio, as irmãs decidiram tornar público o problema. O primeiro passo foi realizar um chamado à população por meio da imprensa local, convidando pessoas que sofriam com dores crônicas ou com diagnóstico de fibromialgia a se manifestarem.
A iniciativa rapidamente ganhou adesão. O que começou com poucas participantes se transformou em uma rede de apoio que hoje reúne mais de 150 pessoas em Pará de Minas, criando um espaço de troca de experiências e acolhimento.
Desafios no diagnóstico e no tratamento
Durante muitos anos, a fibromialgia foi tratada como um tema pouco discutido no Brasil. Mesmo dentro da própria família, algumas pessoas já conviviam com o diagnóstico sem falar abertamente sobre a condição.
Outro desafio apontado é a fragmentação do atendimento médico. Como as dores aparecem em diferentes partes do corpo, pacientes acabam sendo encaminhados para diversos especialistas, como neurologistas, reumatologistas e ortopedistas, sem que haja uma abordagem integrada do problema.
A necessidade de uma Clínica da Dor
Diante desse cenário, integrantes do movimento defendem a criação de uma Clínica da Dor em Pará de Minas, com atendimento multidisciplinar. A proposta seria reunir profissionais de diferentes áreas em um mesmo espaço, oferecendo tratamento completo para pacientes que convivem com dores crônicas.
Para o grupo, iniciativas desse tipo poderiam representar um avanço importante no cuidado com a saúde e na qualidade de vida de quem enfrenta a fibromialgia diariamente.
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