Redes sociais concentraram quase 80% de anúncios, páginas e perfis falsos para disseminação de golpes digitais, diz Serasa

O cenário da cibersegurança no Brasil enfrentou desafios significativos ao longo de 2025. Um levantamento detalhado realizado pela Serasa Experian revela que as plataformas de redes sociais concentraram 77% das ameaças digitais identificadas, englobando desde anúncios fraudulentos até perfis e páginas que mimetizam marcas legítimas para enganar o consumidor. Ao todo, a datatech mapeou 37.845 ocorrências maliciosas, evidenciando uma média constante de 3 mil a 4 mil tentativas de fraude por mês.

Resposta rápida é a chave contra o crime cibernético
A agilidade na detecção e remoção desses conteúdos tem sido o diferencial para mitigar prejuízos. De acordo com o estudo, 98% das ameaças foram derrubadas, com um tempo mediano de apenas 4 dias entre a descoberta e a exclusão definitiva. Rodrigo Sanchez, Diretor de Autenticação e Prevenção a Fraude da Serasa Experian, explica que os golpistas operam em um ciclo frenético de testes, alterando links e mensagens para ganhar escala antes de serem notados.

Para combater essa dinâmica, a companhia mantém uma estrutura de monitoramento ininterrupto. O foco é impedir que o “modus operandi” dos criminosos — que recriam perfis e anúncios com pequenas variações visuais — consiga atingir um grande volume de vítimas. A estratégia une inteligência de dados e vigilância permanente para acompanhar a velocidade do ambiente digital.

Anúncios fraudulentos lideram as táticas de ataque
Entre as diversas formas de abordagens criminosas, os anúncios falsos foram os mais comuns em 2025, representando 56% das detecções. Em segundo lugar aparecem os perfis falsos (32%), que frequentemente servem como “vitrines” para atrair usuários e direcioná-los a formulários ou aplicativos maliciosos projetados para roubar dados pessoais e financeiros.

A Serasa Experian destaca que a proteção da marca em cibersegurança vai além da derrubada de sites; envolve o rastreamento de vazamentos em fontes abertas e a identificação do uso indevido de nomes corporativos como isca. Esse trabalho de inteligência mapeia padrões de abuso e reporta as ameaças diretamente às plataformas e à sociedade, fortalecendo a rede de proteção digital.

Como consumidores e empresas podem se proteger
Para evitar cair em armadilhas, o consumidor deve manter um nível elevado de ceticismo diante de ofertas com preços muito abaixo do mercado ou que exijam urgência extrema. Validar a URL dos sites, evitar links encurtados e nunca compartilhar códigos de confirmação recebidos por SMS ou WhatsApp são passos fundamentais. A ativação da autenticação em duas etapas em todas as contas e o monitoramento frequente do CPF também são recomendações essenciais.

Já para as empresas, a orientação é a implementação de um monitoramento contínuo para detectar o uso indevido de sua identidade visual. Ter canais oficiais verificados e treinar as equipes de atendimento para orientar clientes sobre possíveis golpes de “impersonação” (quando o fraudador se passa pela marca) ajuda a reduzir a janela de exposição e a fortalecer a confiança no ambiente digital. Com informações da Assessoria de Comunicação da Serasa Experian.

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