Brasil monitora avanço da Mpox com registro de quase 90 casos em 2026
O Ministério da Saúde acendeu o alerta para o monitoramento da Mpox em território nacional. Até o momento, o Brasil contabiliza 88 diagnósticos positivos da doença em 2026. Embora o vírus esteja presente em diversas regiões, o estado de São Paulo desponta como o principal foco, concentrando a grande maioria dos registros. Apesar do volume de infecções, o cenário clínico atual é considerado controlado, com o predomínio de casos de intensidade leve a moderada e, felizmente, nenhuma morte confirmada este ano.
Distribuição geográfica e divergência de dados em solo paulista
A propagação do vírus apresenta uma concentração clara no Sudeste. De acordo com o governo federal, São Paulo lidera com 62 ocorrências, seguido pelo Rio de Janeiro, com 15. Outros estados como Rondônia (4), Minas Gerais (3), Rio Grande do Sul (2), Paraná (1) e o Distrito Federal (1) também figuram no mapa da doença.
Entretanto, há uma variação nos números locais: a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo relata 50 casos, dos quais 31 estão na capital. Cidades do interior e da região metropolitana, como Ribeirão Preto, Mogi das Cruzes, Campinas e Osasco, também registraram pacientes infectados. Comparativamente, o início de 2026 mostra uma redução em relação ao mesmo período do ano anterior, quando São Paulo somou 126 casos nos dois primeiros meses.
Transmissão e o desafio do diagnóstico correto
A Mpox, causada pelo vírus Monkeypox, exige atenção redobrada ao contato interpessoal. A transmissão ocorre principalmente pelo toque direto com feridas, fluidos corporais ou mucosas. O contágio pode se dar de forma simples: através da fala, respiração próxima (gotículas), beijos ou relações sexuais. Além disso, o compartilhamento de objetos pessoais, como roupas de cama e toalhas recentemente contaminadas, oferece alto risco.
Os sintomas costumam aparecer entre 3 e 16 dias após o contato, podendo se estender até três semanas. O sinal mais característico é a erupção cutânea — feridas que lembram bolhas — que podem surgir no rosto, mãos, pés e órgãos genitais. O diagnóstico é exclusivamente laboratorial, pois os sintomas podem ser facilmente confundidos com outras enfermidades, como herpes, sífilis ou varicela.
Orientações de isolamento e cuidados domiciliares
Como não existe um medicamento específico aprovado para combater diretamente a Mpox, o tratamento foca no alívio das dores e na prevenção de complicações. O Ministério da Saúde reforça que o isolamento imediato é a medida mais eficaz para interromper a cadeia de transmissão.
“Pessoas com suspeita ou confirmação da doença não devem compartilhar objetos de uso pessoal, como escovas de dente, talheres e lençóis, até que o período de transmissão seja encerrado.”
Para quem cuida de pacientes em casa, a recomendação é o uso de equipamentos de proteção (luvas e máscaras) e a higienização rigorosa de superfícies e roupas com água morna e detergente.
Grupos de risco e possíveis complicações graves
Embora a maioria das pessoas se recupere espontaneamente em poucas semanas, a Mpox não deve ser subestimada. Grupos vulneráveis, como recém-nascidos, crianças e indivíduos com o sistema imunológico comprometido, possuem chances elevadas de desenvolver quadros severos.
As complicações podem evoluir para infecções pulmonares (pneumonia), inflamações no cérebro (encefalite) ou no coração (miocardite). Em situações graves, as lesões de pele podem sofrer infecções bacterianas secundárias, exigindo internação hospitalar e cuidados intensivos para garantir a recuperação do paciente. Com informações da Agência Brasil


