GRNEWS TV: Luta antimanicomial ganha força com programação especial em Pará de Minas
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Raianne Couto, psicóloga e coordenadora da RAPS, Simone Lopes, coordenadora do Serviço Residencial Terapêutico e Ana Carolina Barros, artesã e instrutora do Centro de Convivência de Saúde Mental Caminho da Esperança, falaram a importância da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e ações da luta antimanicomial em Pará de Minas.
Desinstitucionalização muda o cuidado
A trajetória da saúde mental no Brasil é marcada por uma transformação profunda. A substituição do modelo baseado em internações prolongadas por uma abordagem psicossocial é apontada como uma das maiores conquistas. Hoje, o foco está no sujeito em sua totalidade, considerando não apenas aspectos clínicos, mas também sociais e emocionais.
Serviço residencial garante autonomia
O Serviço Residencial Terapêutico simboliza essa mudança. Nele, moradores vivem em casas assistidas, com rotina próxima da vida comum, sem isolamento ou medicalização excessiva. A proposta é oferecer suporte sem retirar a liberdade, promovendo dignidade e convivência social.
Risco de retrocessos exige atenção
Apesar dos avanços, especialistas alertam para o perigo de retorno a práticas antigas. O uso excessivo de medicação e a centralização do cuidado apenas na doença ainda são desafios. A orientação é manter, no cotidiano, o compromisso com o acolhimento, a escuta e o respeito às individualidades.
Maio tem programação aberta ao público
Em Pará de Minas, o mês da luta antimanicomial será marcado por diversas atividades. No dia 18 de maio, um seminário no teatro municipal vai apresentar experiências bem-sucedidas da rede, com participação de profissionais e usuários. No mesmo dia, haverá uma marcha de mobilização em Belo Horizonte.
Arte como ferramenta de inclusão
A programação inclui ainda produção de um clipe coletivo, pintura de grafite no CAPS AD e atividades culturais em praça pública, com música, dança e serviços de saúde. As ações são abertas à população e buscam aproximar a comunidade do tema.
Conscientização como prática diária
Além dos eventos, unidades de saúde oferecem grupos terapêuticos e atividades contínuas. A proposta é reforçar que o cuidado em saúde mental vai além das datas e deve ser exercido todos os dias, combatendo o preconceito e fortalecendo a inclusão.
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