Desafio nas alturas: Botafogo tropeça contra o Nacional Potosí a 4.200 metros

O Botafogo enfrentou um adversário extra-campo na noite de ontem (18): o ar rarefeito da Bolívia. Jogando em Potosí, uma das cidades mais altas do mundo, o Alvinegro foi derrotado por 1 a 0 pelo Nacional Potosí, no duelo de ida da segunda fase preliminar da Copa Libertadores. O revés no estádio Víctor Agustín Ugarte coloca a equipe brasileira em uma situação de pressão para o jogo de volta.

O impacto da altitude no rendimento físico
A partida foi nitidamente influenciada pelas condições geográficas. A 4.200 metros acima do nível do mar, os jogadores comandados por Martín Anselmi apresentaram dificuldades visíveis de oxigenação e explosão física. A falta de fôlego comprometeu a qualidade técnica do espetáculo, resultando em um jogo travado e com muitos erros de passe de ambas as partes.

Apesar do desgaste extremo, o Botafogo ainda conseguiu criar algumas chances, mas pecou na finalização. O Nacional Potosí, mais adaptado ao ambiente, foi cirúrgico e garantiu a vitória logo no início da etapa complementar, quando o lateral Baldomar balançou as redes, aproveitando a vantagem de atuar em seus domínios.

O caminho para a virada no Rio de Janeiro
Agora, a missão do Glorioso se transfere para o Estádio Nilton Santos. Para avançar à próxima fase da competição continental, o Botafogo precisa vencer o confronto de volta por, no mínimo, dois gols de diferença para garantir a vaga nos 90 minutos. Uma vitória por apenas um gol de vantagem levará a decisão para a disputa de pênaltis.

O técnico Martín Anselmi terá uma semana para recuperar o elenco fisicamente e ajustar a estratégia. O jogo decisivo está marcado para a próxima quarta-feira (25), às 21h30 (horário de Brasília). Contando com o apoio de sua torcida e em condições climáticas ideais, o time carioca espera reverter o placar e manter vivo o sonho da Glória Eterna. Com informações da Agência Brasil

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