Setor de serviços confirma resiliência e engata quinta alta anual consecutiva

A economia brasileira segue impulsionada pela força dos serviços. Segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços, apresentada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o segmento encerrou o ano de 2025 com uma expansão de 2,8%. O resultado marca o quinto ano seguido de crescimento, consolidando uma trajetória de recuperação e fôlego iniciada após os desafios do período pandêmico.

Embora o mês de dezembro tenha apresentado uma leve retração de 0,4% na comparação com novembro, o setor opera em patamares elevados. Atualmente, o volume de serviços no país está 19,6% acima do nível registrado em fevereiro de 2020, o que demonstra uma superação robusta dos impactos da crise sanitária.

O protagonismo da tecnologia e do mundo digital
O grande motor do crescimento em 2025 foi o braço de informação e comunicação, que saltou 5,5% no acumulado do ano. Dentro deste grupo, ganharam destaque os portais de internet, provedores de conteúdo e serviços de informação digital. O desenvolvimento e o licenciamento de softwares também figuraram entre as atividades com maior influência positiva.

Além da tecnologia, outros pilares sustentaram o índice positivo:

Serviços profissionais e administrativos: alta de 2,6%.

Transportes e correios: crescimento de 2,3%, impulsionado pelo transporte aéreo de passageiros e pelo transporte rodoviário de cargas.

Publicidade: setor que também contribuiu para o saldo favorável do ano.

Ciclo de cinco anos revela transformação do setor
Ao olhar para o retrovisor, o acumulado de 2021 a 2025 revela uma expansão impressionante de 31% no conjunto dos serviços. Nesse intervalo, a tecnologia da informação disparou com uma alta de 84,4%, seguida pelos serviços técnico-profissionais (59,8%) e pelo transporte terrestre (43,5%).

Apesar de a taxa de 2,8% em 2025 ser a menor desse ciclo de cinco anos — vindo de resultados como os 10,9% de 2021 e os 3,1% de 2024 —, o IBGE descarta uma mudança de tendência. De acordo com Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa, o recuo pontual de dezembro não significa uma inversão de trajetória, uma vez que o setor continua operando com grande vigor e mantendo a maioria de suas atividades (53,6%) em terreno positivo. Com informações da Agência Brasil

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