Mercado financeiro demonstra otimismo e reduz projeção da inflação para 2026
O cenário econômico brasileiro apresenta sinais de maior estabilidade neste início de ano. De acordo com o boletim Focus, divulgado pelo Banco Central ontem (18), as instituições financeiras revisaram para baixo a expectativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A previsão para a inflação oficial em 2026 caiu de 3,97% para 3,95%, marcando a sexta queda semanal consecutiva do indicador.
Essa trajetória descendente coloca a inflação confortavelmente dentro dos limites estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Com uma meta central de 3% e uma margem de tolerância que varia entre 1,5% e 4,5%, o índice atual de 3,95% sinaliza um controle efetivo sobre a oscilação de preços no país. Vale lembrar que, em 2025, o IPCA fechou em 4,44%, mesmo após pressões pontuais nos valores da energia elétrica e dos combustíveis.
Juros e a expectativa de queda na Selic
Para manter o custo de vida sob controle, o Comitê de Política Monetária (Copom) mantém a Taxa Selic em 15% ao ano — o patamar mais elevado desde meados de 2006. No entanto, o horizonte começa a mudar. Com o recuo consistente da inflação e a estabilidade do câmbio, o Banco Central já sinalizou que poderá iniciar um ciclo de cortes na taxa básica de juros a partir da reunião de março.
Os analistas de mercado projetam que a Selic encerre 2026 em 12,25% ao ano. A tendência de flexibilização monetária deve continuar nos anos seguintes, com estimativas de 10,5% para 2027 e chegando a 9,5% em 2029. A redução dos juros é um mecanismo fundamental para baratear o crédito, incentivando tanto o consumo das famílias quanto os investimentos no setor produtivo.
Crescimento econômico e estabilidade do PIB
Enquanto a inflação cede, as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) permanecem resilientes. O mercado financeiro manteve a estimativa de crescimento da economia em 1,8% para 2026, repetindo o mesmo percentual esperado para 2027. Para o biênio 2028-2029, a expectativa é de uma leve aceleração, com expansão prevista de 2%.
O desempenho econômico recente tem sido sustentado pela força da indústria e do agronegócio. Após um crescimento consolidado de 3,4% em 2024, a economia brasileira busca manter o ritmo de expansão pelo quinto ano consecutivo. No campo cambial, a previsão é de que o dólar mantenha a estabilidade, encerrando este ano e o próximo cotado na casa dos R$ 5,50. Com informações da Agência Brasil

