Funed assume protagonismo na produção de medicamento contra cegueira e reduzirá custos para o SUS

A Fundação Ezequiel Dias (Funed) encerrou o ciclo de 2025 com uma conquista estratégica para a saúde pública brasileira. O Ministério da Saúde deu sinal verde para que a fundação mineira inicie a produção do Aflibercepte, um fármaco vital para o tratamento da degeneração macular relacionada à idade (DMRI). A iniciativa faz parte das Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) e coloca Minas Gerais no centro da fabricação nacional de biotecnologia de alta complexidade.

Investimento milionário e soberania tecnológica
Para viabilizar a fabricação do medicamento, que atualmente depende de importações, a Funed investirá aproximadamente R$ 42 milhões na modernização de sua Unidade V. O projeto será executado em cooperação com as empresas Samsung Bioepis e Bionovis, garantindo a transferência total de tecnologia para a instituição mineira. Esse processo inclui desde o suporte técnico e bancos celulares até a capacidade analítica do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) biológico, assegurando que o Brasil domine todas as etapas produtivas.

Impacto direto no acesso ao tratamento e economia pública
O Aflibercepte é conhecido pelo seu alto valor de mercado, custando hoje cerca de R$ 3,2 mil por unidade. Com a nacionalização da produção, a expectativa é que esse valor sofra uma redução drástica, chegando a R$ 1,4 mil após a conclusão de todas as fases da parceria. Essa queda no preço permitirá que o Sistema Único de Saúde (SUS) amplie a oferta do tratamento, saltando das atuais 78 mil doses anuais para uma estimativa de 250 mil atendimentos, democratizando o acesso de pacientes que correm risco de perda irreversível da visão.

Combate à principal causa de cegueira em idosos
A degeneração macular é uma patologia progressiva que atinge a área central da retina, sendo a maior responsável pela perda de visão em pessoas acima de 50 anos. Além da DMRI, o novo medicamento produzido pela Funed será destinado a tratar complicações como o edema macular diabético e a neovascularização coroidal miópica. A escolha do Aflibercepte para o portfólio da fundação ocorreu após um criterioso edital de chamamento público, no qual se identificou que o perfil do fármaco apresentava a melhor compatibilidade com a estrutura fabril da instituição. Com informações da Agência Minas

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