Proteção animal em Minas Gerais une educação e tecnologia contra o abandono e a violência

O cuidado com a fauna doméstica em solo mineiro avança através de um modelo de gestão que prioriza a ética e a integração entre diferentes áreas do governo. A estratégia, liderada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), não se limita apenas à punição, mas foca na construção de uma cultura de respeito e na oferta de serviços essenciais para cães e gatos em todo o estado.

Educação ambiental como base para a guarda responsável
Para o Governo de Minas, o combate aos maus-tratos começa nas salas de aula. Por meio do programa Jovens Mineiros Sustentáveis (JMS), crianças e adolescentes são incentivados a refletir sobre empatia e cidadania aplicadas ao trato com os animais. Segundo Ricardo Cottini, diretor de Educação Ambiental da Semad, o objetivo é formar cidadãos que compreendam o valor da vida animal desde cedo, transformando a relação da sociedade com seus pets por meio de valores sólidos e responsabilidade.

Controle populacional e identificação permanente
A gestão da fauna doméstica mineira utiliza a ciência e a tecnologia para enfrentar o abandono. Seguindo as diretrizes da Lei Estadual nº 21.970/16, o estado investe em campanhas de castração e microchipagem. A esterilização é a ferramenta principal para evitar a superpopulação nas ruas, enquanto o microchip funciona como um RG do animal. Esse dispositivo permite que o poder público identifique os tutores, dificultando o abandono impune e facilitando o monitoramento da saúde animal. Júlia Amorim Faria, diretora de Fauna Doméstica, reforça que o acesso a esses serviços é fundamental para reduzir drasticamente os casos de negligência.

Fiscalização rigorosa e canais de denúncia para o cidadão
No campo operacional, o estado fortaleceu a fiscalização administrativa conduzida pela Subsecretaria de Fiscalização Ambiental (Sufis). Além de apurar agressões e privação de alimento, o governo lançou recentemente uma capacitação voltada para servidores e policiais militares, focada no uso de leitores de microchips e na identificação técnica de abusos. Enquanto a esfera criminal cabe à justiça, a Semad atua no rigor administrativo. A população desempenha papel crucial nesse sistema, podendo utilizar o Disque Denúncia 181 ou o LigMinas 155 para relatar situações de risco de forma anônima pelo formulário eletrônico da Semad que pode ser acesso AQUI. Com informações da Agência Minas

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