GRNEWS TV: Educação financeira é saída para frear o avanço do superendividamento
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, a advogada Karine Aguiar, especialista em direito empresarial, educacional e do consumidor, trouxe um alerta contundente sobre os impactos do superendividamento na vida dos brasileiros.
Reeducar para voltar ao controle do orçamento
Quando o nível de endividamento ultrapassa a capacidade de pagamento, a saída passa, obrigatoriamente, pela reeducação financeira. Trata-se de um processo contínuo, que envolve aprendizado, mudança de hábitos e reorganização da vida econômica. Especialistas defendem que esse conhecimento deveria ser ensinado desde cedo, inclusive nas escolas, como já ocorre em alguns programas educacionais no país.
Números revelam cenário preocupante no Brasil
Dados da Confederação Nacional do Comércio, do SPC e da Serasa, referentes a dezembro de 2025, mostram a dimensão do problema. O percentual de famílias endividadas chegou a 78,9%, recorde da série histórica. Já a inadimplência atingiu 29,4%, representando pessoas com contas em atraso. Outros 12% declararam incapacidade total de pagamento das dívidas.
Perfil mais afetado e valor médio das dívidas
A faixa etária entre 30 e 39 anos concentra o maior número de devedores. Nesse grupo, a dívida média do consumidor negativado gira em torno de R$ 4.832,98. O dado reforça como compromissos financeiros assumidos sem planejamento podem se tornar um peso difícil de sustentar ao longo do tempo.
Endividado não é sinônimo de inadimplente
É importante diferenciar os conceitos. Estar endividado significa ter algum tipo de dívida, mesmo que ela esteja sendo paga em dia e dentro do orçamento, como um financiamento parcelado de um eletrodoméstico. Já a inadimplência ocorre quando há atraso ou incapacidade de pagamento.
Dívidas essenciais também entram na conta
Contas de consumo contínuo, como água, energia elétrica e telefonia, muitas vezes não são vistas como dívidas. No entanto, quando o orçamento se desorganiza, esses compromissos passam a ser adiados, podendo levar ao corte de serviços essenciais. Nesse contexto, o superendividamento surge como um mecanismo para reorganizar a vida financeira de consumidores de boa-fé.
Cartão de crédito lidera os vilões do orçamento
Entre os principais fatores de descontrole está o uso do cartão de crédito, especialmente o pagamento do valor mínimo da fatura. Com juros elevados no crédito rotativo, a dívida cresce rapidamente, criando um efeito de bola de neve difícil de conter.
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