GRNEWS TV: Debate sobre projeto que aumentava IPTU e outros expõe necessidade de diálogo político em Pará de Minas
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Geraldo Magela de Almeida, o Geraldinho Cuíca, detalhou as principais metas para sua gestão na Câmara Municipal de Pará de Minas neste ano de 2026.
Discussão ainda inconclusa
O debate sobre a revisão do IPTU em Pará de Minas segue sem definição e tem provocado divergências entre Executivo e Legislativo. Embora a intenção do reajuste tenha sido apresentada, o projeto não avançou. Entre os argumentos levantados, está a comparação com o fim de uma dívida milionária do Município, que se encerra em abril, e a avaliação de que um novo aumento poderia anular esse alívio financeiro.
Números que precisam ser esclarecidos
Enquanto alguns apontam impacto próximo de R$ 29 milhões, outros estimam que o reajuste geraria algo em torno de R$ 9 milhões adicionais na arrecadação. Hoje, o Município arrecada cerca de R$ 14 milhões com o imposto, valor que poderia ultrapassar os R$ 20 milhões. A divergência mostra a necessidade de estudos mais detalhados antes de qualquer decisão definitiva.
IPTU, taxa de lixo e escolhas políticas
Há quem avalie que, se o IPTU fosse retirado do pacote e mantida apenas a taxa de lixo, o projeto poderia ter sido aprovado. Também houve preocupação com declarações anteriores sobre possível suspensão da coleta, hipótese que já foi descartada pelo prefeito, trazendo tranquilidade à população.
Planejamento exige tempo e dados
A proposta vinha sendo estudada desde o segundo semestre e já constava em previsões orçamentárias. No entanto, vereadores defendem mais prazo para análise, inclusive para revisar a planta de valores e apresentar exemplos concretos por bairros, mostrando quanto cada contribuinte realmente pagaria a mais.
Comparações e contrapropostas
Parlamentares defendem a comparação com cidades semelhantes, como Itaúna, para avaliar o grau de defasagem do IPTU local. A ideia é construir alternativas, propor ajustes e chegar a um meio-termo que permita aprovação sem penalizar excessivamente os contribuintes.
Diálogo como caminho obrigatório
Com impacto direto sobre mais de 100 mil moradores, o tema exige sensibilidade política. Vereadores reforçam que votar não é um ato automático, mas uma responsabilidade coletiva. Para avançar, será preciso ceder, dialogar e, se necessário, optar por um reajuste menor, capaz de equilibrar as contas públicas sem sobrecarregar a população.
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