Brasil atinge marca histórica com mais de 48 milhões de trabalhadores formais em 2025
O mercado de trabalho brasileiro demonstrou vigor ao longo de 2025, consolidando uma trajetória de crescimento que culminou na geração de 1.279.498 novos postos de trabalho com carteira assinada. De acordo com o levantamento do Novo Caged, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o país encerrou o ciclo anual com um estoque recorde de 48,47 milhões de vínculos ativos. Esse avanço representa uma expansão de 2,71% na base de trabalhadores celetistas, o índice mais expressivo registrado na série histórica iniciada em 2020.
Desempenho positivo atravessa todas as regiões do país
Um dos pontos de maior destaque nos dados de 2025 foi a descentralização do crescimento, com saldos positivos registrados em todas as 27 Unidades da Federação e nas cinco regiões brasileiras.
Sudeste: Liderou em números absolutos, sendo responsável pela abertura de 504.972 vagas formais.
Nordeste: Apresentou a maior taxa percentual de crescimento regional, com um salto de 4,38%, totalizando 347.940 novos empregos.
Sul: Contribuiu com 186.126 postos de trabalho.
Centro-Oeste: Registrou um saldo de 149.530 ocupações.
Norte: Fechou o ano com 90.613 novas carteiras assinadas.
Individualmente, São Paulo (311.228 vagas), Rio de Janeiro (100.920) e Bahia (94.380) foram os estados que mais impulsionaram a economia formal em termos quantitativos. Já em termos proporcionais, o Amapá se destacou com um crescimento de 8,41% em seu estoque de empregos.
Setor de serviços impulsiona a economia nacional
A análise por grupamentos de atividades revela que o setor de Serviços continua sendo o principal motor da empregabilidade no Brasil, respondendo sozinho por 758.355 novas vagas, com destaque para as áreas de tecnologia, finanças e administração pública. O Comércio seguiu com saldo positivo de 247.097 postos, enquanto a Indústria gerou 144.319 oportunidades. A Construção Civil e a Agropecuária também mantiveram fôlego, somando juntas cerca de 130 mil novos vínculos formais ao longo do ano.
Panorama salarial e sazonalidade de dezembro
Apesar do saldo anual amplamente positivo, o mês de dezembro seguiu a tendência histórica de retração sazonal, com o fechamento de 618.164 vagas, reflexo das interrupções contratuais típicas do fim de ciclo em setores como construção e indústria. No entanto, a remuneração dos brasileiros mostrou sinais de valorização: o salário médio real de admissão encerrou o ano em R$ 2.303,78, o que representa um ganho real de 2,55% em comparação ao mesmo período de 2024. Com informações da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República do Brasil

