Brasil encerrou 2025 com produção agrícola histórica e projeta novos rumos para o campo
O campo brasileiro celebra um desempenho sem precedentes. De acordo com os dados consolidados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quinta-feira, o país atingiu uma safra recorde de 346,1 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2025. O volume representa um salto impressionante de 18,2% na comparação com o ciclo de 2024, consolidando o Brasil como uma potência agrícola global em expansão.
O tripé do sucesso na colheita recorde
O resultado excepcional de 2025 foi impulsionado, principalmente, pela performance da soja, do milho e do arroz. Juntos, esses três produtos compõem quase 93% de toda a produção nacional. A soja atingiu a marca histórica de 166,1 milhões de toneladas, um crescimento de 14,6% frente ao ano anterior. Já o milho apresentou uma evolução ainda mais robusta, com alta de 23,6%, totalizando 141,7 milhões de toneladas. Outras culturas, como o algodão herbáceo, o trigo e o sorgo, também registraram índices positivos, contribuindo para o superávit produtivo do país.
Perspectivas e ajustes para o ciclo de 2026
Apesar do otimismo com o recorde atual, o IBGE aponta para uma leve retração na colheita de 2026. A estimativa inicial indica uma produção de 339,8 milhões de toneladas, o que equivale a um recuo de 1,8% (ou 6,3 milhões de toneladas) em relação ao desempenho de 2025. Esse declínio é atribuído a previsões menores para o milho, o arroz e o sorgo. No entanto, é importante notar que esta terceira projeção para 2026 já apresenta números mais favoráveis do que os prognósticos feitos no final de 2024, sugerindo uma resiliência maior do setor do que o esperado inicialmente.
Diversificação e inclusão de novas culturas
Uma novidade relevante no monitoramento do IBGE para o próximo ano é a inclusão da canola e do gergelim nas estatísticas oficiais. Embora o cultivo dessas variedades ainda esteja concentrado em regiões específicas, elas têm ganhado relevância estratégica e econômica, diversificando o portfólio de oleaginosas do país. Enquanto isso, a soja deve continuar em trajetória de alta, com um crescimento estimado de 2,5% para o próximo ciclo, e o feijão também deve registrar aumento na sua primeira safra.
Impacto na economia e na área plantada
A hegemonia dos grãos reflete não apenas o volume de toneladas, mas também a ocupação do território, já que a soja, o milho e o arroz respondem por quase 88% de toda a área a ser colhida no Brasil. O crescimento de 35,5% na produção de sorgo e de 19,4% no arroz em casca reforça a capacidade técnica do produtor brasileiro em otimizar o rendimento por hectare, garantindo o abastecimento interno e a competitividade nas exportações, mesmo diante das variações projetadas para os próximos meses. Com informações da Agência Brasil


