SUS amplia acesso à cura da hepatite C infantil com novo medicamento granulado

O Ministério da Saúde anunciou um avanço significativo na assistência pediátrica com a incorporação de uma nova tecnologia para o combate à hepatite C crônica. A partir de agora, o Sistema Único de Saúde (SUS) passa a disponibilizar o medicamento sofosbuvir (200 mg) associado ao velpatasvir (50 mg) em uma versão granulada. A medida é voltada especificamente para crianças entre três e 11 anos, oferecendo uma alternativa terapêutica mais moderna e eficiente para o público infantil.

Inovação para facilitar a adesão ao tratamento
A grande novidade desta incorporação, validada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), reside na forma de apresentação do fármaco. A versão em grânulos foi desenvolvida para solucionar um obstáculo comum: a dificuldade que muitas crianças têm em deglutir comprimidos convencionais. Com essa mudança, o governo federal busca garantir que o tratamento não seja interrompido por resistência dos pequenos pacientes, assegurando a eficácia da cura.

Prevenção de complicações graves na vida adulta
A hepatite C é conhecida por ser uma patologia silenciosa que compromete o funcionamento do fígado. Quando o diagnóstico e o tratamento não ocorrem de maneira precoce na infância, os riscos de o paciente desenvolver quadros graves como cirrose ou câncer hepático ao atingir a idade adulta aumentam consideravelmente. A nova estratégia do SUS visa erradicar o vírus ainda nos primeiros anos de vida, utilizando um medicamento de amplo espectro genotípico, o que o torna eficaz contra diversas variações do vírus da hepatite C.

Tratamento rápido e seguro
Além de ser fácil de administrar, o novo esquema terapêutico destaca-se pela praticidade: o ciclo completo dura apenas 12 semanas, com a ingestão de uma única dose diária. Segundo o Ministério da Saúde, a formulação apresenta baixo índice de efeitos colaterais, tornando o processo mais confortável para a criança e para a família. A coordenadora-geral de Vigilância das Hepatites Virais, Tiemi Arakawa, enfatiza que a democratização desse acesso garante que o setor público ofereça o que há de melhor na medicina mundial, visando um futuro livre de doenças hepáticas graves para as novas gerações. Com informações da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República do Brasil

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