Escudo digital: BC Protege+ barra mais de 110 mil fraudes de identidade em tempo recorde

Em pouco mais de trinta dias de operação, a nova ferramenta de segurança do Banco Central, o BC Protege+, já demonstrou ser uma barreira eficaz contra o crime cibernético no Brasil. De acordo com o balanço mais recente, divulgado ontem (6), o sistema impediu a abertura de 111 mil contas fraudulentas que utilizavam nomes de terceiros. A adesão ao serviço também impressiona: cerca de 545 mil cidadãos e empresas já ativaram o mecanismo de defesa, resultando em 33 milhões de consultas realizadas por instituições financeiras para validar novos cadastros.

Lançado no início de dezembro, o serviço é gratuito e funciona como um “bloqueio preventivo”. Ao ser acionado, ele comunica a todo o sistema bancário que o titular não tem interesse em abrir novas contas-corrente, poupança ou contas de pagamento, fechando a porta para golpistas que tentam utilizar dados roubados para contratar produtos financeiros ilegalmente.

Como funciona a camada extra de segurança
O BC Protege+ atua no cerne das fraudes de identidade. Muitas vezes, o cidadão só descobre que seus dados foram usados indevidamente quando já existem dívidas ou transações ilícitas vinculadas ao seu CPF ou CNPJ. Com a nova regra, a consulta ao sistema tornou-se uma etapa obrigatória para as instituições financeiras antes de finalizarem qualquer abertura de conta ou inclusão de novos titulares.

O recurso oferece proteção tanto para pessoas físicas quanto para organizações, permitindo que colaboradores registrados no portal Gov.br ativem a blindagem em nome de empresas. Essa integração automática garante que a escolha do usuário seja respeitada em tempo real por todo o ecossistema financeiro nacional.

Passo a passo para blindar seus dados
A ativação do serviço é simples, mas exige critérios de segurança rigorosos para garantir que o próprio titular esteja realizando a operação:

Acesso: O usuário deve entrar na área logada do “Meu BC” utilizando uma conta Gov.br de nível prata ou ouro.

Segurança: É obrigatório que a verificação em duas etapas esteja habilitada no perfil.

Ativação: Dentro do portal, basta localizar a opção do BC Protege+ e confirmar a proteção.

Flexibilidade para o usuário
Estar protegido não significa ficar impedido de realizar movimentações legítimas no futuro. Caso o cidadão decida abrir uma nova conta em um banco de sua preferência, ele pode acessar o sistema e desativar o bloqueio temporariamente.

A recomendação do Banco Central para manter a segurança contínua é utilizar a função de “reativação automática”. Com ela, o usuário programa uma data para que o sistema volte a bloquear novas tentativas de fraude logo após ele concluir o procedimento que desejava, mantendo o escudo digital sempre ativo. Com informações da Agência Brasil

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