Lula cria Julho Dourado para reforçar cuidados com a saúde de cães e gatos e combater zoonoses
Uma nova etapa na proteção animal e na prevenção de doenças começa a ganhar forma no Brasil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou, nesta quarta-feira, 7 de janeiro, a criação da campanha Julho Dourado. A iniciativa, estabelecida pela Lei nº 15.322/2026, visa colocar em pauta a saúde de cães e gatos, tanto os que possuem um lar quanto os que vivem em situação de abandono, além de combater o avanço das zoonoses no território nacional.
A medida, que contou com o respaldo do Ministério da Saúde, busca transformar o mês de julho em um período de intensa conscientização. Através de palestras, seminários e grandes mobilizações, o governo pretende educar a sociedade sobre a posse responsável e a urgência de medidas preventivas que garantam o bem-estar dos bichos.
Combate ao abandono e estímulo à adoção
Um dos pilares centrais da nova lei é o enfrentamento ao grave cenário de animais nas ruas. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam uma realidade alarmante no país: estima-se que existam mais de 30 milhões de animais desamparados, divididos entre 20 milhões de cães e 10 milhões de gatos. O Julho Dourado chega para incentivar a adoção e promover os direitos garantidos pela Declaração Universal dos Direitos dos Animais da Unesco.
Mesmo com o endurecimento das penas para maus-tratos nos últimos anos, o volume de denúncias e o descaso continuam altos. A campanha surge como uma ferramenta educativa para ir além da punição, focando na mudança cultural e no zelo necessário para evitar o sofrimento animal em vias públicas.
Integração e indicadores de saúde
A estratégia do Julho Dourado não é isolada; ela propõe uma rede de cooperação. O objetivo é unir esforços entre cidadãos, órgãos governamentais, empresas privadas e ONGs especializadas na causa animal. Com essa integração, o governo espera aumentar a eficiência das políticas públicas de saúde animal, melhorando indicadores e otimizando o atendimento voltado a essa população.
Cidades douradas e economia pública
Para dar visibilidade à causa, a lei incentiva que prédios públicos e privados adotem iluminação ou decoração na cor dourada durante todo o mês de julho. Além do simbolismo visual, a campanha tem um fundo pragmático: o controle populacional e a prevenção de doenças transmitidas por animais geram uma economia direta para os cofres públicos.
Ao reduzir o número de animais abandonados e surtos de zoonoses, o Estado consegue mitigar gastos com atendimentos de saúde humana e reduzir problemas de mobilidade urbana e impactos negativos no turismo, frequentemente afetados por ocorrências envolvendo animais nas ruas. Com informações da Assessoria de Comunicação da Presidência da República do Brasil

