Esperança renovada para o tratamento de paralisia com avanço de medicamento brasileira

A ciência brasileira alcançou um degrau histórico no campo da regeneração neurológica. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu sinal verde para o início dos testes clínicos com a polilaminina, um medicamento desenvolvido para tratar traumas raquimedulares agudos — lesões graves na medula espinhal ou na coluna vertebral. O anúncio, realizado ontem (5), foi classificado pelo Ministério da Saúde como um passo decisivo para transformar a realidade de pacientes que enfrentam a perda de movimentos após acidentes.

Inovação radical com DNA da universidade pública
O diferencial deste projeto reside na sua origem e tecnologia: trata-se de um produto 100% nacional. A pesquisa é fruto do trabalho de cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sob o comando da professora Tatiana Sampaio, em uma cooperação estratégica com o laboratório Cristália. O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, aportou os recursos necessários para a fase de pesquisa básica, apostando no potencial de uma proteína que já demonstrou resultados promissores na restauração de funções motoras em estágios anteriores de estudo.

Como funcionarão os testes em seres humanos
Nesta etapa inicial autorizada pela Anvisa, o foco será a segurança do fármaco. O estudo clínico contará com cinco voluntários que sofreram lesões recentes na região da medula espinhal torácica (entre as vértebras T2 e T10). Um critério rigoroso para a participação é o tempo de resposta: o medicamento deve ser aplicado em pacientes com indicação cirúrgica em um intervalo de, no máximo, 72 horas após o trauma. A empresa patrocinadora terá o dever de monitorar rigorosamente qualquer evento adverso, assegurando a integridade física dos participantes enquanto busca validar a viabilidade da terapia.

Prioridade nacional e fortalecimento da ciência
A agilidade na liberação dos testes reflete a importância do tema para a saúde pública brasileira. De acordo com o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, o comitê de inovação da agência colocou o projeto como prioridade para acelerar o desenvolvimento de soluções de alto interesse social. Ao fortalecer a ciência nacional, o país não apenas busca autonomia tecnológica, mas oferece uma perspectiva concreta de melhora na qualidade de vida para milhares de famílias que lidam com as consequências limitantes das lesões medulares. Com informações da Agência Brasil

PUBLICIDADE
[wp_bannerize_pro id="valenoticias"]
Don`t copy text!