Aluguel mais barato: inflação oficial do setor fecha 2025 em terreno negativo

Uma notícia positiva para locatários e empresas marca o encerramento do calendário econômico de 2025. O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), popularmente conhecido como a “inflação do aluguel”, registrou uma leve queda de 0,01% no mês de dezembro. Com esse resultado, o indicador consolidou uma deflação acumulada de 1,05% ao longo do ano, contrariando a tendência de alta de outros índices de preços.

Alívio nos custos de produção e safras recordes
De acordo com o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV), o recuo do IGP-M é reflexo de um cenário de desaceleração na atividade econômica global e de incertezas que frearam o repasse de custos aos consumidores. Um dos principais fatores para esse movimento foi o desempenho do setor agropecuário: a melhora nas safras brasileiras ajudou a derrubar os preços das matérias-primas, o que gerou um efeito deflacionário nos preços ao produtor.

Para o mercado, esse fechamento negativo sugere que 2026 deve iniciar com uma pressão significativamente menor sobre os custos operacionais e contratos de longo prazo, permitindo um planejamento financeiro mais estável para famílias e investidores.

O impacto nos contratos e no cotidiano
A queda de 1,05% no acumulado de 12 meses tem efeito direto no bolso do cidadão, já que o IGP-M é o parâmetro mais utilizado para o reajuste de contratos de locação imobiliária. Além dos aluguéis, o índice também influencia as tarifas de energia elétrica, serviços de telefonia, mensalidades escolares, seguros e planos de saúde que possuem cláusulas de correção atreladas a esse indicador.

Diferente do IPCA, que mede a inflação no varejo, o IGP-M monitora os preços desde o atacado até o consumidor final, sendo calculado entre os dias 21 de um mês e 20 do mês subsequente.

IGP-M versus IPCA: entendendo as diferenças
Enquanto o índice dos aluguéis fechou o ano no vermelho, a inflação oficial do país (IPCA) deve encerrar 2025 com uma alta de 4,32%, conforme as projeções mais recentes do Boletim Focus. Embora o IPCA apresente elevação, ele ainda se mantém dentro do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que permite uma variação de até 4,5%.

Essa divergência entre os índices ocorre porque o IGP-M é mais sensível às oscilações das commodities e do câmbio, enquanto o IPCA foca no consumo direto das famílias. O cenário atual mostra que, apesar da inflação oficial estar próxima do limite superior, os contratos indexados pelo IGP-M darão um fôlego extra aos brasileiros no início do próximo ano. Com informações da Agência Brasil

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