Bilhões para as estradas: governo libera crédito para renovar frota de caminhões
O Conselho Monetário Nacional (CMN) deu o sinal verde definitivo para a modernização do transporte de carga no Brasil. Em reunião extraordinária realizada em 19 de dezembro, o órgão regulamentou a linha de crédito de R$ 6 bilhões destinada à aquisição de caminhões novos e seminovos. A iniciativa, que nasce de uma Medida Provisória, visa não apenas aquecer a indústria automotiva, mas também promover uma logística mais segura e ecologicamente correta no território nacional.
Impulso à economia e sustentabilidade ambiental
A criação deste programa especial responde a uma necessidade urgente de renovação da frota brasileira, que atualmente apresenta sinais de envelhecimento. Segundo o Ministério da Fazenda, o setor de fabricação de pesados enfrentou uma queda significativa em 2025, e o novo crédito surge como um fôlego para produtores e transportadores.
Um dos pilares da proposta é a sustentabilidade: o vice-presidente Geraldo Alckmin destacou que haverá incentivos diferenciados, com taxas de juros mais atrativas, para veículos movidos a biometano ou eletricidade. O objetivo é facilitar o acesso a tecnologias limpas, que geralmente possuem um custo de aquisição mais elevado em comparação aos modelos tradicionais a diesel.
Regras e condições para o financiamento
A operação será estruturada pelo BNDES, mas ocorrerá de forma indireta. Isso significa que os interessados devem procurar bancos e instituições financeiras credenciadas, que serão as responsáveis por avaliar o risco e liberar o recurso. Confira os detalhes principais:
Público-alvo: Motoristas autônomos, transportadoras e empresas de frotas.
Limite de crédito: Até R$ 50 milhões por cliente.
Prazo de pagamento: Até 60 meses para quitar o financiamento.
Carência: O tomador do crédito pode esperar até seis meses para começar a pagar as parcelas, sem a cobrança de juros capitalizados nesse intervalo.
Vigência: O prazo para protocolar os pedidos de financiamento vai até o dia 30 de junho de 2026.
Eficiência logística sem peso no Tesouro
Um ponto destacado pela equipe econômica é a ausência de impacto fiscal primário. Como os empréstimos são reembolsáveis e o risco de crédito é assumido integralmente pelos bancos participantes, sem garantias da União, a medida não onera o orçamento público de forma direta.
A meta central do governo é reduzir os custos operacionais do transporte e elevar a segurança nas rodovias. Veículos mais modernos quebram menos, consomem menos combustível e possuem sistemas de segurança mais avançados, o que impacta positivamente toda a cadeia de consumo no Brasil. Com informações da Agência Brasil

