Longevidade e bem-estar: manter a vitalidade é o segredo para envelhecer bem, dizem brasileiros
O que define, de fato, um envelhecimento saudável? Para a grande maioria dos brasileiros, 85% dos entrevistados em um levantamento recente, a resposta reside na capacidade de preservar a saúde física e a resistência do corpo. Esta conclusão é parte de um estudo inédito realizado pela Vhita, especializada em longevidade, que buscou entender as expectativas, receios e práticas de diferentes grupos etários em relação ao avanço da idade.
A pesquisa revelou que o cuidado com o envelhecimento está intrinsecamente ligado à saúde. Para 71% dos participantes, as maiores preocupações se concentram nas limitações físicas e no surgimento de dores, o que indica que as inseguranças vão muito além da aparência e se focam na manutenção da autonomia.
Para enfrentar esses temores, metade dos respondentes (5 em cada 10) afirmou ter intensificado os hábitos de autocuidado ao longo dos anos. Entre as prioridades destacadas estão: manter uma alimentação equilibrada, investir na prática de exercícios e, ainda, utilizar suplementos, tudo para assegurar um futuro mais ativo.
O mapa das práticas de autocuidado
Os dados do estudo indicam que os brasileiros têm adotado medidas proativas pensando no futuro. Uma maioria (58%) relatou encarar o envelhecimento como um processo natural e positivo, e 55% afirmaram ter passado a valorizar e incorporar mais rotinas de autocuidado com o tempo.
Para alcançar a terceira idade com saúde, diversos hábitos têm sido incluídos na rotina. Apesar de dados do IBGE apontarem o Brasil como o país mais sedentário da América Latina, 76% dos entrevistados enfatizaram praticar exercícios regularmente, e 78% relataram dar atenção especial à alimentação. Além disso, 58% fazem uso de suplementos, sendo o ômega 3 (78%), a vitamina D (72%) e o cálcio (57%) os mais associados ao bem-estar e à longevidade.
Esses suplementos são vistos como complementos fundamentais. “O ômega 3, por exemplo, não apenas contribui para a redução de inflamações, como atua diretamente na memória e saúde cardiovascular. Já a vitamina D é essencial para a absorção de cálcio, além de impactar positivamente os sistemas imunológico, muscular e mental”, comenta Bárbara Cino, nutricionista.
Os receios da população com a velhice
Embora o desejo de envelhecer bem seja dominante, o estudo também revelou preocupações significativas em relação ao futuro, que envolvem saúde, comportamento e estilo de vida.
O principal medo (71%) está ligado à saúde física, com a citação de limitações e dores frequentes na velhice. Em seguida, 66% demonstraram receio de perder o foco, a clareza mental ou a memória ao longo dos anos, seja por doenças ou limitações naturais da idade.
A autonomia no dia a dia também se mostrou uma questão central: 58% temem não conseguir manter-se independentes, e 48% manifestaram uma preocupação específica em relação à dependência emocional de outras pessoas. Tais resultados mostram que, para os brasileiros, a capacidade de se cuidar é tão relevante quanto a preservação da saúde mental e física.
O levantamento ouviu 500 adultos, maiores de 18 anos, residentes em todas as regiões do país e conectados à internet, e teve um índice de confiabilidade de 95%, com margem de erro de 3,3 pontos percentuais. Com informações da Assessoria de Comunicação da Vhita

