Emprego formal atinge novo recorde e consolida crescimento ao longo do ano, aponta IBGE
O mercado de trabalho brasileiro encerrou o trimestre finalizado em novembro com um marco histórico no número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados pelo IBGE, o contingente de empregados formais chegou a 39,4 milhões, após crescimento de 2,6% no trimestre, o equivalente à entrada de cerca de 1 milhão de pessoas nessa condição.
No setor público, o avanço também foi expressivo. O total de ocupados alcançou 13,1 milhões de pessoas, outro recorde da série histórica, com aumento de 1,9% no trimestre e expansão anual de 3,8%, somando quase meio milhão de novos trabalhadores.
Crescimento sustentado ao longo do tempo
Segundo a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, mesmo sem variações estatisticamente significativas em alguns períodos, o movimento contínuo de geração de vagas formais garantiu o resultado histórico. A trajetória de crescimento, iniciada ao longo de 2024, manteve-se firme na transição para 2025, reforçando a ampliação do emprego com carteira assinada no país.
Informalidade perde espaço no mercado de trabalho
O avanço do emprego formal refletiu diretamente na redução da informalidade. A taxa de trabalhadores informais caiu para 37,7% da população ocupada, o equivalente a 38,8 milhões de pessoas. No trimestre anterior, esse percentual era de 38%, e no mesmo período de 2024 alcançava 38,8%.
O IBGE destacou que o segmento informal não apenas deixou de crescer, como apresentou retração, sinalizando perda de força frente à expansão do emprego com vínculos formais.
Trabalho por conta própria também bate recorde
Outro dado de destaque foi o número de trabalhadores por conta própria, que chegou a 26 milhões de pessoas, o maior patamar já registrado pela pesquisa. Apesar da estabilidade em relação ao trimestre anterior, o crescimento anual foi de 2,9%, com acréscimo de mais de 730 mil pessoas.
Desocupação atinge menor nível da série histórica
A taxa de desocupação ficou em 5,2% no trimestre encerrado em agosto, o equivalente a 5,6 milhões de brasileiros em busca de trabalho. Esse é o menor índice desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012, mantendo uma sequência de quedas nos últimos trimestres.
Rendimentos e massa salarial em alta
O rendimento médio real habitual da população ocupada também alcançou um novo recorde, chegando a R$ 3.574. O valor representa alta de 1,8% no trimestre e de 4,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior, já descontada a inflação.
Com mais pessoas ocupadas e salários mais altos, a massa de rendimento real habitual atingiu R$ 363,7 bilhões, outro recorde, com crescimento de 2,5% no trimestre e de 5,8% no acumulado anual.
Pesquisa acompanha mercado de trabalho em todo o país
A Pnad Contínua é considerada a principal pesquisa sobre a força de trabalho no Brasil. O levantamento abrange cerca de 211 mil domicílios em 3.500 municípios, com visitas trimestrais realizadas por aproximadamente dois mil entrevistadores vinculados às agências do IBGE em todo o território nacional. Com informações da Agência Brasil

