Polícia Militar de Meio Ambiente alerta para manter distância e não usar água bruta do rio Paraopeba

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A população de Pará de Minas e de outros municípios acordou assustada nesta quinta-feira, 31 de janeiro, com a confirmação feita pelo Governo do Estado de Minas Gerais, por meio de nota oficial, que o rio Paraopeba está contaminado.

O documento aponta que a água do rio Paraopeba apresenta riscos à saúde humana e animal. Alerta também que os moradores devem ficar atentos desde a confluência do rio Paraopeba com o córrego Ferro-Carvão até Pará de Minas.

A mineradora Vale está instalando membranas de contenção para filtrar os rejeitos que descem desde a barragem de Brumadinho até Pará de Minas, na região do distrito de Córrego do Barro onde a concessionária Águas de Pará de Minas capta água para abastecer o município.

Os ambientalistas preferem esperar para ver o resultado, mas o biólogo, presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Ambiental (CODEMA) e gerente da Organização Não Governamental (ONG) Ama Pangeia, José Hermano de Oliveira Franco não acredita que essa contenção resolverá o problema, com base em experiências anteriores.

A equipe do 3º Grupamento da Polícia Militar de Meio Ambiente, sediado em Pará de Minas, também está percorrendo as margens do rio Paraopeba para verificar a situação daquele curso d’água. Até a manhã desta quinta (31) não havia sido detectada nenhuma alteração da água nas proximidades do local onde é feita a captação de água.

Mas diante da nota emitida pelo Governo de Minas Gerais, o sargento Walker Alves Pimenta, comandante da Polícia Militar de Meio Ambiente no município, reforça o alerta para que a população ribeirinha redobre a atenção. Ele recomenda que ninguém use água bruta do rio e que todos devem manter uma distância de 100 metros das margens:


Sargento Walker Alves Pimenta
sargentowalkerparaopeba1

Na mesma nota o governo estadual deixa bem claro que o rio Paraopeba com base em laudos. Apesar de todas as recomendações, salienta que em caso de contato eventual com a água do Paraopeba, não há risco de morte. Diz também que os bombeiros trabalham em contato mais direto com o solo, a orientação da Saúde é para que utilizem todos os equipamentos de segurança.

Acrescenta que qualquer pessoa que tenha tido contato com a água bruta do rio Paraopeba – após a chegada da pluma de rejeitos – ou ingerido alimentos que também tiveram esse contato, e apresentar náuseas, vômitos, coceira, diarreia, tonteira, ou outros sintomas, deve procurar a unidade de saúde mais próxima e informar sobre esse contato.

Para manter o abastecimento, o Governo do Estado de Minas Gerais já determinou a Vale que forneça água potável para as comunidades afetadas. Paralelamente, foi suspensa a necessidade de emissão de outorga para a perfuração de poços artesianos.

Servidores da Secretaria de Agropecuária estão percorrendo a região de 20 municípios para dar orientações de não utilização da água destes cursos.

A concessionária Águas de Pará de Minas confirmou, por meio de nota, no início da tarde desta quinta (31) que desde a noite do dia 29 de janeiro está suspensa a captação de água em Córrego do Barro. O município está sendo abastecido com a água captada no ribeirão Paciência, córrego dos Paivas e poços artesianos.

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