Brasil encerra 2025 com protagonismo mundial e renovação de ídolos olímpicos
O primeiro ano do ciclo rumo aos Jogos de Los Angeles 2028 superou as expectativas para o esporte brasileiro. Tradicionalmente marcado por transições e testes, 2025 consolidou-se como um período de colheita em diversas modalidades olímpicas. Entre a confirmação de nomes veteranos e a ascensão meteórica de jovens talentos, o país ocupou lugares de destaque em pódios internacionais, reafirmando sua força como potência esportiva global.
Soberania no tatame, nas pistas e nos ringues
O brilho brasileiro foi coroado no Prêmio Brasil Olímpico com dois campeões mundiais incontestáveis. Maria Clara Pacheco dominou a categoria até 57 kg no Mundial de Taekwondo na China, enquanto Caio Bonfim escreveu história no Japão ao conquistar o ouro na marcha atlética de 20 km, além de uma prata nos 35 km. Outro marco importante ocorreu no boxe: com a migração de Bia Ferreira para o profissionalismo, Rebeca Lima assumiu o posto com autoridade, sagrando-se campeã mundial em Liverpool na categoria até 60 kg, mantendo viva a tradição vitoriosa da modalidade.
Calderano e a ascensão da ginástica rítmica no Rio
No tênis de mesa, Hugo Calderano viveu um ano de conquistas expressivas, incluindo o título da prestigiada Copa do Mundo na China e o vice-campeonato mundial no Catar. Sua parceria nas duplas mistas com Bruna Takahashi também rendeu frutos, colocando o Brasil na elite do ranking global. Já na ginástica rítmica, o fator casa foi decisivo. Com o Rio de Janeiro como sede do Mundial, o conjunto brasileiro encantou o público e garantiu duas medalhas de prata históricas, tanto na classificação geral quanto na série mista, consolidando a evolução técnica do grupo.
O retorno do “Brazilian Storm” e a promessa do tênis
Após um breve intervalo sem títulos no surfe, Yago Dora devolveu o Brasil ao topo do mundo ao conquistar o circuito da WSL. Com esse feito, o país soma oito títulos nas últimas onze edições, reforçando a hegemonia de uma geração que já conta com ídolos como Medina e Ítalo Ferreira. Enquanto isso, nas quadras de tênis, o jovem João Fonseca, de apenas 19 anos, protagonizou o maior salto da temporada. Saindo da 145ª posição para a 24ª no ranking da ATP, Fonseca venceu torneios em Buenos Aires e na Basileia, batendo nomes do topo da lista e despertando a esperança de um novo grande ícone para o esporte nacional.
Desafios e recordes nos esportes coletivos
Nas quadras de vôlei e handebol, o ano trouxe sentimentos mistos. A seleção feminina de vôlei conquistou o bronze na Tailândia, mantendo-se no pódio, enquanto o time masculino enfrentou uma queda precoce no Mundial. No handebol, o destaque ficou para a evolução consistente: ambos os naipes chegaram às quartas de final em seus respectivos mundiais, com a seleção masculina alcançando o sétimo lugar — a melhor posição já registrada pela equipe na história da competição. Com informações da Agência Brasil


