Mano Menezes assume o desafio de reconstruir a seleção peruana rumo ao Mundial de 2030
A Federação Peruana de Futebol (FPF) oficializou, na noite de ontem (29), a contratação do técnico brasileiro Mano Menezes para comandar a seleção masculina. Aos 63 anos, o treinador chega com a missão de liderar um projeto de longo prazo, tendo assinado um vínculo de quatro temporadas. O foco central do trabalho será a estruturação da equipe para o ciclo da Copa do Mundo de 2030, que terá como sedes Espanha, Portugal e Marrocos. Mano entra no lugar de Óscar Ibáñez, antigo ocupante do cargo.
O retorno ao cenário das seleções nacionais
Para Mano Menezes, este convite representa um retorno ao comando de uma equipe nacional após um hiato de 14 anos. Sua última experiência nesse nível ocorreu entre 2010 e 2012, quando dirigiu a Seleção Brasileira. Naquela oportunidade, além do time principal, Mano conduziu o elenco olímpico à conquista da medalha de prata nos Jogos de Londres, em 2012, trabalhando com estrelas como Neymar, Thiago Silva e Marcelo. Antes de aceitar o desafio no Peru, seu trabalho mais recente foi no comando do Grêmio, onde atuou durante a maior parte do ano passado.
A busca pela reabilitação da Bicolor
A seleção peruana, carinhosamente chamada de “Bicolor”, atravessa um período de entressafra e busca recuperar seu prestígio no continente. Fora da Copa do Mundo de 2026, após encerrar as Eliminatórias Sul-Americanas em uma modesta nona colocação, o time tenta quebrar um jejum que vem desde 2018, ano de sua última participação em Mundiais. O planejamento com Mano Menezes visa justamente evitar que o país fique de fora de mais uma edição da maior competição de futebol do planeta.
Herança brasileira no comando técnico peruano
A chegada de Mano Menezes reforça uma tradição histórica de treinadores brasileiros à frente da seleção do Peru. Ele se torna o sexto profissional do Brasil a assumir o posto, seguindo os passos de nomes ilustres como Didi, que comandou a equipe na virada da década de 70, e Tim, responsável pelo time no início dos anos 80. Outros técnicos como Marinho, Pepe e, mais recentemente, Paulo Autuori, também deixaram suas marcas na trajetória da Bicolor. Com informações da Agência Brasil


