Brasil domina mundiais e abre novo ciclo paralímpico no topo do pódio

O primeiro ano da jornada rumo aos Jogos de Los Angeles 2028 foi marcado por uma soberania verde e amarela sem precedentes. Em uma temporada repleta de desafios e superações, o Brasil consolidou sua força global ao liderar o quadro de medalhas em competições de elite, com o atletismo e o judô servindo como os principais pilares de um desempenho histórico. Além do brilho nas arenas, o ano também exigiu resiliência dos atletas fora delas, em meio a debates sobre políticas de incentivo e gestão esportiva.

Liderança histórica no atletismo e no judô
O mês de outubro reservou um feito memorável em Nova Déli, na Índia. Pela primeira vez, a seleção brasileira de atletismo encerrou um Mundial no topo do ranking, desbancando a gigante China. O destaque absoluto foi a acreana Jerusa Geber, que conquistou seu quarto título mundial nos 100 metros (classe T11) e tornou-se a maior medalhista brasileira em mundiais da modalidade, acumulando 13 pódios.

No judô, a história não foi diferente. Em maio, na capital do Cazaquistão, o Brasil alcançou uma liderança inédita no quadro de medalhas com 13 pódios. Nomes como Alana Maldonado e Wilians Araújo confirmaram o favoritismo, enquanto finais 100% brasileiras, como a entre Rebeca Silva e Meg Emmerich, demonstraram a profundidade do talento nacional nos tatames.

Talento brasileiro brilha da neve às águas
O sucesso brasileiro não ficou restrito às modalidades tradicionais. Logo em fevereiro, Cristian Ribera trouxe o ouro no esqui cross country na Noruega, alimentando as esperanças para os Jogos de Inverno de 2026. Nas águas, Fernando Rufino manteve sua hegemonia na canoagem com o ouro em Milão, enquanto nas piscinas de Singapura, as estrelas Gabrielzinho e Carol Santiago garantiram, juntos, seis medalhas douradas, ajudando o Brasil a sustentar a sexta posição no Mundial de Natação. No ciclismo, Lauro Chaman e Sabrina Custódia também garantiram o topo do pódio, com direito a recorde mundial no velódromo carioca.

Ascensão nas quadras e força coletiva no halterofilismo
O tênis em cadeira de rodas viveu um ano de transição e glórias. A seleção da classe quad conquistou uma prata inédita na Copa do Mundo, enquanto os jovens Vitória Miranda e Luiz Calixto se despediram da categoria júnior com títulos em Grand Slams prestigiados, como o Aberto da Austrália e Roland Garros. Já no halterofilismo, a força feminina foi o destaque no Egito, onde o trio formado por Mariana d’Andrea, Tayana Medeiros e Lara Lima faturou o ouro por equipes, além de pódios individuais expressivos.

Embate nos bastidores do tênis de mesa
Apesar das vitórias, o ano foi tenso para os mesatenistas. Um grupo de atletas medalhistas entrou em rota de colisão com a Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM) devido a exigências de repasse de parte do Bolsa Atleta para custear viagens internacionais. O racha exigiu a intervenção do Ministério do Esporte, que esclareceu a inexistência de tais normas no programa federal, levando a entidade a recuar nas exigências. O episódio destacou a importância da discussão sobre critérios técnicos e autonomia financeira dos esportistas de alto rendimento. Com informações da Agência Brasil

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