Greve continua na rede estadual e dias parados terão que ser repostos para cumprir calendário letivo

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Durante assembleia realizada na terça-feira, 28 de março, os profissionais da educação aprovaram continuidade da greve em Minas Gerais. Eles se reuniram no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em Belo Horizonte, onde tomaram a decisão.

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De acordo com o Sind-UTE/MG mais de dez mil pessoas participaram da assembleia, o que para a coordenadora do sindicato, Beatriz Cerqueira, “é um claro recado de que a classe trabalhadora não aceita nenhum direito a menos”.

Dados divulgados pelo Sind-UTE/MG sobre a greve em Minas Gerais indicam que a adesão ao movimento em Pará de Minas atinge 55% dos profissionais da educação que optaram pela greve nas escolas da rede estadual existentes no município.

O diretor da Escola Estadual Fernando Otávio, a maior de Pará de Minas, Alfredo Fortunato da Silva Couto informa que inicialmente 92% dos professores aderiram à greve na escola que dirige. Porém, após a assembleia realizada nesta terça (28), ele acredita que o porcentual de grevistas baixou para 88%. O diretor caracteriza como um direito que depende de decisão individual de cada trabalhador.

Apesar disso, ele afirma que é inviável retomar as atividades normais na escola com a ausência de tantos servidores. Acrescenta que o calendário letivo precisa ser cumprido e estes dias parados terão que ser repostos. Dependo da quantidade de dias que o movimento durar, a reposição de aulas pode acontecer no recesso de julho, na semana de outubro e sendo necessário até mesmo aos sábados:


Alfredo Fortunato da Silva Couto
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Por enquanto não existe data para que a greve seja encerrada. A próxima assembleia estadual dos profissionais da educação para decidir pela continuidade ou não da greve, também será realizada no pátio da ALMG, dia 6 de abril, a partir das 14 horas.

Os profissionais que estão em greve coordenada pela Sind-UTE/MG justificam a mobilização com a apresentação de várias propostas, como a reafirmação da nota contra a reforma da Previdência Social encaminhando carta às centrais sindicais; continuar a pressão pelo cumprimento dos acordos assinados pelo Governo de Minas Gerais; continuar a pressão nas câmaras municipais e junto aos prefeitos e dar continuidade a articulação com outros sindicatos, movimentos na construção da greve geral e demais agendas de luta contra a reforma da Previdência Social.

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