Vereadores, representantes da Vale e Águas de Pará de Minas discutem possível suspensão de captação no Rio Paraopepa

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O monitoramento da água do Rio Paraopeba continua sendo realizado dia e noite pelas equipes da concessionária Águas de Pará de Minas desde a sexta-feira, 25 de janeiro, quando ocorreu o rompimento de barragens da mineradora Vale no município de Brumadinho.

A tragédia já causou a morte de 84 pessoas e outras 276 estão desaparecidas de acordo com o último boletim divulgado no início da noite desta terça (29) pelo tenente Pedro Aihara, assessor de comunicação do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG).

Além da tragédia humana os rejeitos das barragens da Vale causaram também um dano ambiental muito grande. Após o rompimento das barragens os dejetos percorreram sete quilômetros destruindo o que estava pela frente, causando mortes, até cair na calha do Rio Paraopeba que abastece dezenas de municípios mineiros. Uma das cidades que pode ser afetada é Pará de Minas.

A preocupação com esta situação é tamanha, que no início da noite de ontem (28), durante entrevista coletiva no Rio de Janeiro, o diretor-Executivo de Finanças e Relações com Investidores da Vale, Luciano Siani, disse que os técnicos da Vale pretendem colocar uma cortina de contenção no Rio Paraopeba para impedir que os rejeitos da barragem da mineradora em Brumadinho afetem a captação de águas em Pará de Minas.

Quando o Portal GRNEWS publicou esta notícia no início da noite de segunda (28), os vereadores estavam reunidos e acessaram a informação demonstrando preocupação com a situação. Alguns até duvidaram que a Vale pudesse fazer alguma coisa para ajudar Pará de Minas.

Como consequência, na manhã desta terça (29), aconteceu uma reunião na Câmara Municipal de Pará de Minas com participação de vereadores, ambientalistas, representantes da Águas de Pará de Minas e da mineradora Vale para discutir a possibilidade de suspensão da captação de água no Rio Paraopeba para abastecer a população paraminense.

O vereador Ênio Talma Ferreira Rezende (PSDB) disse que inicialmente a reunião seria entre os integrantes da Comissão de Saúde, mas se juntaram a eles os membros da Comissão de Obras, Serviços Públicos e Meio Ambiente.

Posteriormente resolveram convidar os representantes da Águas de Pará de Minas para explicar aos vereadores sobre todo esse processo. Por sua vez a equipe da Águas de Pará de Minas levou para a reunião os representantes da mineradora Vale. Para o vereador a reunião foi muito satisfatória e superou as expectativas, trazendo tranquilidade para a população:


Ênio Talma Ferreira Rezende
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O superintendente da concessionária Águas de Pará de Minas Thiago Contage Damaceno reafirmou que a turbidez da água na captação do distrito de Córrego do Barro permanece dentro dos parâmetros exigidos pelo Ministério da Saúde para tratamento e distribuição para a população paraminense:

Thiago Contage Damaceno
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Ele também confirmou que os técnicos da Vale continuam atuando para colocar uma cortina de contenção no Rio Paraopeba com o objetivo de filtrar os rejeitos e minimizar o comprometimento da captação da água que abastece Pará de Minas:

Thiago Contage Damaceno
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Outro assunto que vem sendo discutido pela população é quanto à qualidade da água, mesmo sendo instalada a cortina de contenção para segurar os rejeitos da barragem de Brumadinho. Alguns dizem que a água está contaminada e surgem vídeos nas redes sociais associando o rompimento da barragem a mortandade de peixes. Mas Thiago Contage Damaceno argumenta que outros fatores, como a falta de oxigênio na água, causam a morte de peixes nos mananciais:

Thiago Contage Damaceno
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Os representantes da mineradora Vale que participaram da reunião na Câmara Municipal de Pará de Minas não estavam autorizados a conceder entrevistas. Ficaram de enviar uma nota, mas que não chegou até esta publicação.

Na noite desta terça (29) o presidente da Vale, Fabio Schvartsman, anunciou que a empresa vai acabar com dez barragens, como a que se rompeu em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Segundo ele, essas barragens serão descomissionadas.

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