Pará de Minas registra em menos de 90 dias quase o dobro de casos suspeitos de Dengue notificados em todo o ano passado

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No último Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) realizado em janeiro deste ano o resultado foi preocupante. De 2% saltou para 2,4% em Pará de Minas. Dados divulgados no dia 25 de março de 2019 pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) foram encontrados focos em 40 domicílios, dois depósitos de água e nove em lixo.

A situação em Pará de Minas é preocupante. Durante todo o ano de 2018 foram notificados 122 casos de Dengue no município. Mas em menos de três meses de 2019 já foram registrados 223 casos suspeitos de Dengue. Ou seja em menos de 90 já tivemos quase o dobro dos casos doença contabilizados em todo o ano passado. Para uma população estimada atualmente em 92.739 pessoas, esse número é assustador.

O município vive hoje um surto de Dengue e é preciso tomar providências para que os paraminenses não enfrentem uma terceira epidemia da doença. A primeiro começou em 1999 e só acabou no ano 2000. Depois tivemos a segunda no ano de 2016 quando foram registrados quase 5 mil casos da doença e naquela ocasião a Dengue matou cinco pessoas em Pará de Minas.

A Secretaria Municipal de Saúde sabe do tamanho desse problema e ampliou as atividades de conscientização e prevenção. Desde de dezembro de 2018 os mutirões de limpeza estão sendo realizados toda semana, em duas regiões do município.

Neste trabalho de combate ao mosquito transmissor da Dengue, Febre chikungunya e Zika vírus, os agentes de combate a endemias visitam as residências recolhendo materiais inservíveis que possam acumular água parada e facilitar a proliferação do Aedes aegypti.

A preferência é para bairros onde há maior incidência do mosquito e alto número de notificações de suspeição da doença. Nesta quinta-feira (28) o trabalho teve início no bairro Belvedere. Durante todo o dia e na sexta-feira, 29 de março, os agentes e caminhões passam pelas ruas para recolher materiais que não são mais utilizados e que podem ser focos do mosquito.

Pneus velhos, vasilhas que não usa mais, caixas, qualquer material que possa acumular água é recolhido. A população tem papel fundamental neste combate ao mosquito, como conta o gerente de endemias Adailton Antônio Moreira:

Adailton Antônio Moreira
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Adailton pede que antes de sair para o trabalho, o morador deixe os materiais inservíveis que possam acumular água parada na porta de casa que o caminhão passará em todas as ruas. Explica ainda que tudo que é recolhido tem descarte correto, feito pela prefeitura e por parceiros:

Adailton Antônio Moreira
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A Gerência de Endemias também recebe denúncias. Caso seu vizinho ou conhecido tem deixado materiais que acumulam água nos quintais você pode denunciá-lo. As denúncias de focos de dengue são recebidas pelo telefone (37) 3231-7755 e não é preciso se identificar, basta o endereço.

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