Ação educativa no bairro São José tenta conscientizar paraminenses sobre riscos da Dengue

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O município Pará de Minas pode enfrentar a terceira epidemia de Dengue caso a população não se conscientize. O surto da doença é evidente. São muitos casos suspeitos notificados e a Secretaria Municipal de Saúde aguarda os resultados do laboratório para confirmar a doença. Até agora foram notificados em menos de 90 dias de 2019, quase o dobro de casos suspeitos de todo o ano passado.

Desde o final do ano passado as ações de combate e prevenção praticamente multiplicaram. Semanalmente são feitos os mutirões de limpeza nos bairros, onde a população coloca pra fora de casa materiais que possam acumular água. Esses objetos são recolhidos por caminhões e os agentes de combate a endemias.

A equipe do Departamento de Vigilância em Saúde também intensificou as palestras de conscientização. Agora há encontros com os agentes nas escolas, empresas e até nas igrejas após as celebrações eucarísticas.

Mesmo assim muita gente ainda insiste em não olhar os quintais, calhas de telhados e retirar tudo que possa acumular água, pois é ali que o Aedes aegypti gosta de ficar.

O calor faz o ciclo de vida do mosquito acelerar, ele é persistente e prefere água limpa e parada. Os ovos são colocados nas paredes dos criadouros, por isso é importante lavar estes objetos.

Como ele demora sete dias para chegar à fase adulta é imprescindível que cada um olhe uma vez por semana se há possíveis criadouros em casa.

Visando atingir um número maior de pessoas conscientizadas, os agentes de combate a endemias estarão no sábado, 30 de março, no bairro São José. Eles passarão a manhã nas ruas para alertar a população dos perigos do mosquito.

A blitz educativa contará com servidores da Saúde e membros do Rotary Club Pará de Minas Bariri, como informa o agente de combate a endemias, Rogério Francisco Marinho:


Rogério Francisco Marinho
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Com o trabalho diário nas casas paraminenses, os agentes estão notando uma mudança de hábitos. Antes os focos encontrados estavam em sua maioria em pneus, vasos de plantas, ralos e calhas, agora estão nos reservatórios de água.

Com a contaminação do Rio Paraopeba após o rompimento da barragem em Brumadinho no dia 25 de janeiro de 2019, os paraminenses temem faltar água e por isso fizeram pequenos reservatórios em casa, em baldes e caixas. De acordo com Rogério Marinho, é permitido armazenar, mas necessário cuidado e atenção:

Rogério Francisco Marinho
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Durante a ação educativa serão distribuídos panfletos aos motoristas e pedestres que estiverem no bairro São José no sábado (30).

O presidente do Rotary Club Pará de Minas Bariri, Cristiano Fernandes, espera conscientizar os moradores sobre o problema que a cidade pode enfrentar caso não tome providências agora:


Cristiano Fernandes
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Ações educativas, palestras e qualquer atividade de conscientização são realizadas gratuitamente pelo Departamento de Vigilância em Saúde.

Associações, escolas, igrejas e empresas podem agendar pelos telefones (37) 3236-4909 ou (37) 3231-7722.

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