Paraminenses reagem mal à possibilidade de o governo federal acabar com o programa Farmácia Popular

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Há alguns dias o governo federal anunciou estudos de um novo programa para o Brasil que pretende substituir o Bolsa Família. O Renda Brasil vai pagar R$ 247 para cada família, sendo que o atual benefício é de R$ 191.

Mas para isso acontecer sinalizou também que pode acabar com o PIS/PASEP, as deduções do imposto de renda e o programa Farmácia Popular. Este último iniciou muitas manifestações pelo país afora. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pediu para que suspendesse a proposta inicial e que o Ministério da Economia apresentasse um novo projeto para que ele analisasse até esta sexta-feira (28).

Mas a preocupação por parte da população persiste, porque o programa Farmácia Popular ajuda muita gente a manter a saúde em dia. São centenas de remédios gratuitos e outros cujo valor cobrado é simbólico. São medicamentos para controlar a pressão arterial, colesterol, diabetes, anticoncepcionais.

O Portal GRNEWS ouviu algumas pessoas em Pará de Minas sobre a possibilidade de extensão do programa. Diagnosticado com Mal de Alzheimer, o marido de Regina Célia precisou fazer um tratamento caro e os medicamentos adquiridos através do Farmácia Popular ajudaram a família. Segundo a professora aposentada, se realmente o programa acabar, muitos brasileiros serão prejudicados:


Regina Célia
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Estudo publicado na Revista de Saúde Pública mostra que o programa diminuiu 27,6% das internações e 8% dos óbitos por hipertensão arterial e diabetes mellitus no Sistema Único de Saúde (SUS) nos últimos anos. Tudo isso porque agora toda a população brasileira tem acesso gratuito aos medicamentos que precisam.

Segundo o farmacêutico Rafael Melgaço são os medicamentos de uso contínuo que mais são vendidos:


Rafael Melgaço
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Ainda segundo o estudo feito por pesquisadores do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), a maior causa de mortes no Brasil são as doenças cardiovasculares, agravadas exatamente com hipertensão e diabetes.

O orçamento de 2020 para o Farmácia Popular é de R$ 2,5 bilhões e segundo a equipe econômica do governo Bolsonaro, o programa é ineficiente por contemplar todas as pessoas independente da renda.

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